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Microsoft lança Lumia 530 de 50 metros de altura

Estivemos no evento da Microsoft Brasil em São Paulo onde o novo smartphone de entrada da Nokia foi apresentado. O Lumia 530 se comporta bem com o Windows Phone 8.1 e vale a pena pagar 399 reais por ele?

28/08/2014 às 18:42

desafio

Imagem não-relacionada. Desafio aceito, Samsung.

Ontem (27/08) foi um dia interessante. A convite da Microsoft viajei para São Paulo, onde passei por outra daquelas experiências bizarras que só uma vida de blogueiro de tecnologia proporciona. Junto com outros blogueiros e jornalistas participamos de um almoço da Dinner In The Sky (eu sei, não faz sentido), apreciando uma seleção de pratos amazonenses em uma plataforma a 50 m de altura, suspensa por um guindaste.

A lógica era fazer uma associação com os serviços de nuvem da Microsoft. Ainda bem que não era moda quando a Apple lançou o OSX Tiger, ou o evento seria no Zoológico de Cascavel (too soon?).

A brincadeira foi interessante, a comida estava gostosa e uma moça bonita da Microsoft pegou na minha mão lá no alto, o que me qualifica pro Mile High Club, mas vamos ao que interessa: o Lumia 530 presta?

Sim. Bastante.

lumia530

Não existe mais bobo no mercado de telefonia, mas os Entry Levels variam muito. A Apple não tem aparelho Entry Level, tem aparelho velho que empurra pros pobre tudo. Os grandes fabricantes Android possuem aparelhos bem decentes: um Samsung ou um Motorola baratinhos atualmente não são mais uma experiência de dor e desespero e sofrimento como os xing-lings que aparecem no Mercado Livre, mas e o Windows Phone?

O Lumia 630 mesmo no preço de R$ 549,00 na Claro não pode ser considerado entry level. O Lumia 520 por R$ 599,00 muito menos. O 530 veio preencher essa lacuna de forma bem agressiva, e eu acho que conseguiu.

O preço sugerido é de R$ 399,00. Em troca disso você recebe um celular humilde mas não pobre. Ele é redondinho, pequeno e bem-resolvido. Lembra muito um fusca, no melhor dos sentidos. Ele é minúsculo, 119,7 × 62,3 × 11,7 mm. Com 129 g, não pesa nada. Na mão ele some. A tela de 4 polegadas parece ínfima, mas lembre-se, ela é do tamanho da do iPhone original. A resolução é de 480 × 854 pixels, 245 PPI, praticamente retina.

Ele é dual chip SIM, com aquela integração esperta no sistema operacional, dá pra unificar os serviços e tratar as duas operadoras como uma, se você quiser.

O brinquedinho vem com um processador Snapdragon 200, quad-core rodando a 1,2 GHz. Em termos de conectividade, 3G a 21 Mb/s, Wi-Fi b/g/n, Bluetooth 4.0. Não tem frufrus como NFC. Não que faça falta.

A câmera tem respeitáveis 5 Mp e pedigree Nokia. Faz vídeos 480p a 30 fps, portanto será usado para documentar aparições de UFOs e pés-grandes mundo afora. Não há câmera frontal, como é de se esperar em aparelhos entry level. Já o GPS continua firme e forte, um dos focos da Nokiasoft é a área de navegação e mapa sem GPS num rola.

O 530 vem com 512 MB de RAM, 4 GB de armazenamento interno e um slot micro-SD que aceita cartões de até 128 GB, o que é mais que suficiente para qualquer um. Não tem TV digital mas tem rádio FM. Para as especificações completas, visite o GSM Arena, que é de onde todo mundo kiba esses dados anyway.

O sistema operacional é o Windows Phone 8.1, com as tradicionais promessas (cumpridas!) de suporte a atualizações por um bom tempo tempo. Ao contrário do que se via no tempo do Windows Mobile não há um penalty de performance por causa das limitações de hardware. O sistema roda redondinho, unificando a experiência de uso.

A bateria, claro, dá show: seriam 51 h de música, 528 h de stand-by, 13 h 20 min de conversação e…

Nokia-Lumia-530-Dual-SIM-fonearena_15

Isso mesmo, bateria removível. Junto com a capa traseira, que é trocável. Isso aliás merecia quase um post. Finalmente identificaram e demitiram o diretor daltônico que só autorizava aparelhos pretos e brancos. Para desespero do Feliciano o arco-íris venceu e o 530 virá em preto, branco, verde e laranja. Ok, com capas verdes e laranjas vendidas a R$ 39,00 mas é melhor do que nada.

Nos velhos tempos eu andava com um Symbian principal e um Nokia 3320 como auxiliar, ótimo pra enfiar no bolso da calça e ir pras quebradas, onde era perigoso ou desconfortável levar um smartphone. Hoje isso não é mais viável. Um celular que só faça ligações é — para mim — algo inútil. Hoje um Lumia 520 seria um excelente segundo celular, cumpriria muito bem esse papel.

O Lumia 530 é a prova viva de que dá para ser simples sem ser simplório. Ele tem tudo para ser um excelente primeiro celular de alguém. Claro, não é um Aston Martin como o Nokia 930, nem é essa a proposta. A Microsoft se junto ao seleto grupo de empresas que aprendeu: um celular entry level não precisa ser um Lada, pode ser um fusquinha.

herbie2

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