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Microsoft DeLorean promete revolucionar o streaming de games

DeLorean é a técnica da Microsoft que promete revolucionar o streaming de games: latência será combatida com um sistema que vai prever ações do jogador

27/08/2014 às 8:31

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Embora serviços como OnLive e o mais recente PlayStation Now apontem para um futuro onde poderemos abrir mão de nossos consoles, jogando via streaming em servidores a quilômetros de distância, há um grande obstáculo a ser transposto: a latência. A velocidade de banda é também um fator importante na equação, mas muito mais crítico num game é a velocidade na resposta entre os comandos do jogador e a execução dos mesmos nos games. Em títulos que exigem uma precisão quase cirúrgica em termos de controle fino, atrasos de milissegundos são fatais e põem por água abaixo toda a experiência.

Mesmo que todo mundo tivesse uma conexão de dados muito boa, atrasos na resposta dos comandos continuarão ocorrendo. O que fazer? A Microsoft está estudando uma alternativa no mínimo interessante, que faz todo mundo dizer "por que ninguém pensou nisso antes"? Ao invés de coletar todos os movimentos do usuário em tempo real, a solução pode ser prever o seu comportamento. Este é o DeLorean.

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O artigo publicado pela Microsoft na última semana detalha os estudos que vêm realizando nessa área, como forma de melhorar a experiência do streaming de jogos. Diferente do que andam falando por aí, o DeLorean não é uma "resposta" so PlayStation Now, pois sequer é um serviço. Ele é uma técnica que pode (e deveria) ser implementada não só por Redmond mas também por outras empresas, e enxergando além não ficar exclusivamente restrita a games.

Do que se trata? O DeLorean seria segundo a Microsoft uma "engine especulativa", um motor que armazenaria ações realizadas pelo jogador em um banco de dados, e com ele em mãos um algoritmo específico se trataria de "driblar" a latência, prevendo a ação mais provável que o mesmo tomará em uma determinada situação, baseado em decisões similares tomadas anteriormente. Isso exigiria bem mais do que o Microsoft Azure faz hoje com Titanfall, já que o sistema da nuvem é o responsável por fornecer uma melhor IA e física real, sem exigir demais do hardware.

O Azure seria responsável por monitorar e armazenar as ações do jogador, aprendendo com você e em casos que a velocidade de reação é tudo, o sistema executaria a ação mais provável. Pensando em jogos de tiro, a reação a um inimigo que te flanqueia e você não viu, uma ação que deve ser tomada em milésimos de segundo, o DeLorean analisará como você já saiu de uma situação dessas e antes que você reaja, buscará o comando no banco de dados e o executará. E como foi uma ação já executada por você anteriormente, não é como se o sistema jogasse em seu lugar.

O grande problema: para que o DeLorean funcione a contento, precisaríamos de uma taxa de bitrate de 1,5 a 4,5 vezes mais alta do que a média atual utilizada em serviços de streaming de games. Ou seja, bem além dos 5 Mb/s mínimos exigidos pelo PS Now para funcionar, o que não é a realidade de muita gente em diversos lugares do mundo, não só no Brasil. Entretanto, a média de atraso nos jogos de 250 milissegundos, uma eternidade para muitos gamers poderá ser reduzida consideravelmente, isso se não eliminarmos a latência de vez.

Claro, há de se convir que o DeLorean não vai aparecer tão cedo, visto que ele exige um bitrate muito alto para ser minimamente viável, algo que não está ao alcance de todos no momento. Porém, a Microsoft parece estar no caminho certo e conforme a técnica for aprimorada, não será tão estranho no futuro desfrutarmos de games de última geração utilizando apenas um TV, já que todo o processamento ficará a cargo da nuvem. E com ela cuidando também de mascarar a latência, a experiência será bem mais agradável para todos.

Fonte: AT.

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