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Knights of Sidonia, o primeiro anime distribuído pela Netflix

A era do conteúdo original: Knights of Sidonia, primeira animação japonesa com participação da Netflix na produção está a caminho do ocidente

27/06/2014 às 13:30

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Ninguém segura a Netflix. Depois de provar com House of Cards que investir em conteúdo original é o diferencial que os serviços de streaming precisam para se legitimarem, além de brincar com formatos que emissoras de TV dificilmente abraçariam, ela percebeu que séries tradicionais é apenas um produto. Ela pode investir em mais formatos e é o que ela vem fazendo.

Além de HoC, Orange is the New Black e Hemlock Grove, ela investe em documentários exclusivos e agora fechou um contrato com a apresentadora Chelsea Handler, a fim de exibir o primeiro talk show do serviço em 2015. A Marvel também entrou na festa, e produzirá cinco séries de heróis urbanos como Demolidor e Punho de Ferro. O próximo passo foi aproximar o serviço do público japonês, ao investir na distribuição da adaptação animada do mangá Knights of Sidonia, sendo a primeira série animada exibida fora do circuito televisivo.

A série é curta, apenas 12 episódios e é situada 1.000 anos no futuro. A Terra foi para o espaço, e a humanidade se abrigou em naves. Uma delas, chamada Sidonia desenvolveu uma sociedade particular, onde engenharia genética (inclusive com híbridos humanos/animais e hermafroditas) e reprodução assexuada é a norma. O protagonista é o típico cara comum que se descobre o piloto predestinado a liderar a virada de mesa dos humanos contra os alienígenas (com tentáculos, porque Japão) que destruíram a Terra e causaram a diáspora espacial. Ou seja, é mais uma série espacial na carona de Gundam (embora eu ainda prefira Macross). A série já foi exibida no Japão e agora o Netflix a está trazendo no ocidente, entrando no ar no dia 4 de julho.

Knights Of Sidonia - Official Trailer - Only on Netflix July 4

Hoje a Netflix percebeu que praticamente não há limites para os conteúdos que ela pode fornecer. O Cardoso já discutiu que House of Cards dá prejuízo, mas a visibilidade do serviço acaba compensando. Além disso, serviços de streaming podem ser a tábua de salvação de séries que foram canceladas, assim como ela fez com Arrested Development e o Hulu está negociando com a Sony para assumir Community.

Qual seria o próximo passo? Tudo está encaminhado para que testemunhemos o primeiro longa-metragem produzido por um serviço de streaming. É algo caro, dispendioso e que consome muito tempo de produção, mas tendo em vista o que o Netflix e outros estão alcançando, essa possibilidade se torna cada vez menos remota.

Fonte: The Verge.

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