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HTC espera afastar crise ao mudar foco para smartphones mais baratos

Embora o foco seja agora em modelos mid-high e de entrada, HTC ainda pretende lançar aparelhos de ponta como o suposto sucessor do HTC One, o M8

6 anos e meio atrás

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É sabido que a HTC passou por maus bocados em 2013. Ela viu seu capital encolher, a parceria com a Beats Electronics naufragar e amargou prejuízos tremendos com o HTC First, o primeiro (e provavelmente único) smartphone a sair de fábrica com o Facebook Home, o launcher do Zuck que se mostrou o grande fiasco do último ano.

Numa projeção recente a empresa chegou à conclusão que não conseguirá impedir o sangramento constante: ela já perdeu US$ 102 milhões no terceiro trimestre fiscal e previa um queda de mais 15% no seguinte. Para contornar essa situação a HTC tomou soluções drásticas: decidiu cortar 24% de seu efetivo e mudar a estratégia de negócios, passando a se concentrar no mercado de aparelhos de entrada e mid-end.

Em entrevista a diretora e co-fundadora da HTC Cher Wang disse que a empresa perdeu uma boa oportunidade no último ano ao concentrar seus esforços em aparelhos top de linha como o HTC One. Não é como se ele não fosse excelente, entretanto concorrer num mercado de ponta de dispositivos Android quase que totalmente dominado pela Samsung é extremamente complicado. A estratégia agora é atender o mercado emergente com modelos entre 150 e 300 dólares, enquanto mantém um ou outro aparelho high-end no mercado que custe em torno de US$ 600. Já circulam informações de que o M8, o suposto sucessor do HTC One já está em vias de ser anunciado e pode seguir a cartilha da linha Nexus ao abandonar os botões físicos. Há também informes de que a empresa volte a trabalhar com o Google ao produzir a nova versão do Nexus 10, o que pode confirmar a declaração anterior de que estariam desenvolvendo um tablet, além do possível smartwatch que pode aparecer antes do Natal.

Na situação que se encontra é compreensível que ela seja obrigada a se mexer para se recuperar dessa crise, considerando todas as opções possíveis, desenvolver um Kindlephone em conjunto com a Amazon. Por outro lado ela negou que estaria trabalhando diretamente com o governo chinês no fornecimento de hardware a rodar o COS, o sistema mobile desenvolvido localmente, e que seu hardware que aparece no vídeo institucional foi utilizado sem que fossem consultados.

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