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Médicos identificam pacientes utiizando Google Glass e QR Codes

Hospital ligado à Harvard testa sistema que utiliza o Google Glass e QR Codes para identificar pacientes, permitindo acesso rápido a informações importantes

12/03/2014 às 15:30

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Nós já vimos por aqui o trabalho de Patrick Jackson, um bombeiro e programador que está desenvolvendo uma aplicação para Google Glass que pode e muito ajudar o trabalho dos combatentes do fogo e ajudar a salvar mais vidas. Agora surge outro projeto igualmente destinado a ajudar a comunidade em geral, desta vez envolvendo o atendimento médico.

O Beth Israel Deaconess é um centro médico ligado à Harvard, portanto um hospital-escola. Por lá pesquisa é coisa séria, tanto que em 1983 seus pesquisadores descobriram o fator de crescimento endotelial vascular, e em 2003 identificaram a origem da pré-eclampsia, uma condição que pode levar à um quadro perigosíssimo em mulheres grávidas. Agora o Departamento de Emergências está testando um sistema que pode ajudar a agilizar o atendimento médico utilizando o Google Glass, aliado a QR Codes.

Funciona assim: o médico-piloto (nem todos utilizam o gadget) usa o Glass para escanear um código ficado na entrada de cada quarto. O aparelho identifica o quarto, e então se conecta ao banco de dados para ter acesso à ficha do paciente, enviando ao médico todos os dados relevantes para facilitar o atendimento, os exibindo no visor. Enquanto ele faz perguntas e realiza exames o Glass exibe informações pré-coletadas para facilitar comparações, além de poder exibir todo o histórico do paciente.

A equipe inclusive fez algumas melhorias no software do próprio Glass de modo a adaptá-lo melhor à realidade do hospital: comandos de voz, movimentos de scroll ao olhar para cima ou para baixo, a informação é arranjada de modo a se adequar ao campo de visão do médico e outras modificações como adicionar uma bateria extra externa, aumentar o poder da antena Wi-Fi, ... o CIO do hospital, o Dr. John Halamka sabe que apesar de tudo o Glass não é um substituto para um desktop ou o iPad (que eles já utilizam), embora seja uma poderosa ferramente que já se mostrou útil em uma ocasião durante os últimos três meses em que foi utilizado em caráter de testes.

O Dr. Steve Horng relata um caso onde um paciente estava sofrendo um hemorragia cerebral intensa, e nessa ocasião o que se pode fazer é administrar remédios para controlar a pressão e diminuir o sangramento. O paciente disse ao médico que tinha alergias severas a remédios para pressão mas não conseguia se lembrar dos nomes deles. Claro, estava tudo no banco de dados e o Dr. Horng pôde acessar todo o histórico de alergia do paciente, "sem ter que sair do quatro para logar num computador ou mesmo sem precisar tirar meus olhos dele". Além disso ele entrou num quadro de coagulação que precisava ser revertido o mais rápido possível. Em pouco tempo o Glass proporcionou que os médicos agissem muito mais rápido num quadro que evolui muito depressa, e que poderia levar o paciente à morte.

Após o período de testes, os médicos interessados já poderão utilizar o Glass se quiserem. Os pacientes, os beneficiados diretamente com a nova técnica agradecem.

Fonte: AT.

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