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Harmonix espera a hora certa para reviver jogos musicais

CCO da Harmonix se diz empolgado com a nova geração de videogames e que espera reviver o gênero de games musicais com instrumentos no futuro

11/07/2014 às 16:00

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Já se passou um ano desde o amargo fim da onda dos games musicais, quando a Harmonix encerrou o processo de desenvolvimento de Rock Band com o digno DLC de American Pie de Don McLean. A Activision já havia jogado a toalha de Guitar Hero e DJ Hero há tempos devido sua própria fome (o que causou a repulsa dos consumidores, que enjoaram da franquia), enquanto a Ubisoft preferiu fazer de Rocksmith mais um assistente para ensinar o jogador a tocar guitarra de verdade do que um game propriamente dito.

Só que a Harmonix parece estar querendo reviver o gênero. Em entrevista durante a Gamelab 2014 em Barcelona, o CCO Alex Rigopoulos revelou que a desenvolvedora tem gostado do que a nova geração tem a oferecer, e que só está esperando o momento certo para voltar a flertar mais profundamente com o gênero.

Antes de mais nada, é preciso deixar uma coisa clara: Rigopoulos não falou nada sobre Rock Band, embora o cenário ideal fosse o retorno triunfal da franquia no PS4 e Xbox One. Em geral Rigopoulos se mostrou fascinado com o que a nova geração tem a seu dispor, principalmente o Xbox One, que conta com a franquia exclusiva Dance Central. Para este ano, os esforços se voltam para Dance Central SpotlightFantasia: Music Evolved, o game musical inspirado no clássico da Disney que será lançado tanto para o novo console quanto para o Xbox 360. Rigopoulos disse que o game é o mesmo em ambas plataformas, mas obviamente a versão do Xbox One é mais bonita e o novo Kinect permite um controle mais apurado, já que ele é bem mais sensível que seu antecessor.

Só que a Harmonix não abandonou a ideia de periféricos em prol do Kinect. Ao ser questionado sobre a história do estúdio, Rigopoulos disse o seguinte:

Nós da Harmonix estamos sempre pensando em como mesclar o pode emocional da música com a jogabilidade. Isso pode tomar diversas formas. No passado nós oferecemos a experiência de simulação com instrumentos, e nós vamos voltar a trabalhar com isso no futuro. Atualmente temos jogos de dança e Fantasia, e sua experiência de manipulação de música com gestos e magias. No momento temos vários projetos em seus estágios iniciais de desenvolvimento, juntos com a ideia do que esses novos games musicais podem trazer para o futuro.

A principal desculpa para o fim da franquia Rock Band foi o fato da Harmonix estar desenvolvendo vários projetos e não ter tempo e nem pessoal para administrar uma franquia enorme de games e DLCs multiplataforma, mas a verdade é que a franquia sofreu com a recessão e o desinteresse por parte dos jogadores, que enjoaram do gênero. Ainda que não signifique que o simulador de bandas ressurgirá das cinzas, ao menos o estúdio se mostra propenso a voltar a oferecer games musicais com instrumentos. Resta saber quando eles chegarão e se serão multiplataforma, já que a preferência em lançar seus principais títulos ultimamente tem sido as plataformas da Microsoft.

Fonte: GR.

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