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Ex-Valve critica dispositivos de realidade virtual

Após trabalhar na criação de protótipos de realidade virtual para a Valve, rapaz se assusta com o potencial que a tecnologia tem para nos tornar antissociais e crítica aparelhos como o Oculus Rift e o Project Morpheus.

15/07/2014 às 17:00

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Nos ótimos meses temos visto uma enorme empolgação em relação a realidade virtual, com muitas pessoas elogiando veementemente dispositivos como o Oculus Rift e o Project Morpheus e defendendo que após jogar com um HMD, nunca mais nos contentaremos com uma simples televisão.

Porém, há alguns heróis da resistência que se arriscam a opinar contra essa possível tendência e um deles se chama Fabian Giesen. Tendo trabalhado como programador por duas vezes para a Valve, o rapaz fez parte da equipe responsável pelos protótipos de realidade virtual da empresa, tecnologia que classificou como uma “má notícia”.

Admitindo não ser o tipo de pessoa que gosta de jogos online, Giesen atacou principalmente o quão antissocial a realidade virtual pode ser, opinião bastante parecida com a de Shigeru Miyamoto e Strauss Zelnick, CEO da Take-Two.

Mesmo que tenha feito isso de forma velada, o programador criticou também o Facebook, pois como a rede social agora é dona da Oculus VR, seria muito perigoso se os envolvidos com a tecnologia a utilizassem para, por exemplo, criar um MMO que aproveitasse nossa lista de amigos para nos influenciar a participar de um mundo virtual e assim deixarmos de lado a interação mais pessoal.

Embora a teoria de Giesen possa parecer um pouco absurda, basta lembrarmos das pessoas sentadas em um restaurante que não conseguem largar seus smartphones e se num futuro não muito distante tivermos acesso a uma espécie de Second Life em que boa parte de nossos amigos passarão boa parte de seus dias lendo notícias e vasculhando a vida dos outros, será que também não nos renderemos a isso?

Talvez o rapaz esteja apenas bancando o profeta do apocalipse, mas acho que de certa forma a preocupação é válida e pelo menos ele teve a dignidade de não colaborar com algo que considera potencialmente nocivo, já que suas convicções acabaram lhe fazendo pedir demissão e chegando inclusive a dizer que “este é um futuro bastante cyberpunk, mas um em que não quer viver.

Fonte: Gamespot.

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