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HTC nega que está cooperando com o COS e reafirma compromisso com Android e WP

Ao contrário do marketing chinês, HTC nega que esteja colaborando com o governo local a promover o COS, o novo sistema operacional mobile nacional

7 anos atrás

mao-phoneA China é um país bipolar. Ao mesmo tempo em que se fortalece com uma das maiores potências capitalistas do mundo, sua ideologia comunista acaba criando contradições curiosas, como por exemplo ser a principal fabricante de dispositivos de tecnologia mas não os consumir. Os videogames sofreram um ban de quase catorze anos, e só agora a coleira está começando a afrouxar.

Outro comportamento típico do governo chinês é o do kibe. Não é de hoje que as joints locais sugam know-how de empresas de diversos países na forma de contratos de negociação e compartilhamento de tecnologia, rompem os mesmos e montam seus produtos copiados no país. Foi o caso do trem-bala da Kawasaki, dos aviões da Boeing e até o E-195 da Embraer está sendo replicado.

A mais nova investida é o COS, um "sistema operacional mobile 100% chinês" aprovado pelo governo que na verdade é um fork do Android que copia características dele e do iOS. A meta é torná-lo o SO nacional, combatendo a "invasão estrangeira" da Apple, Google e Microsoft.

O sistema é previsto para ser instalado em smartphones, tablets, PCs, set-top boxes e Smart TVs, e um dos fabricantes parceiros seria a taiwanesa HTC. Aparelhos da fabricante como o HTC One, o Butterfly e o tablet HTC Flyer foram vistos rodando o sistema, entretanto a empresa negou a possibilidade de estar trabalhando com o COS.

De acordo com uma nota publicada na Central de Notícias de Taiwan, a HTC reafirmou o compromisso com seus atuais parceiros Google e Microsoft e que "não comenta especulações sobre outros sistemas". Se isso for verdade é possível que o governo chinês tenha arbitrariamente utilizado gadgets da HTC para a peça de marketing. Veja o comercial:

Ainda que a HTC seja uma empresa como qualquer outra, o fato de uma fabricante de Taiwan (ou oficialmente a República da China, formada pela fuga do partido Kuomintang da China continental após a Revolução Cultural, mas o país só se democratizou mesmo em 1996) manter relações com a cúpula de Pequim é um caso estranho. Por outro lado a Apple está costurando acordos com a China para promover o iPhone por lá e o Android está bem instalado no país. A única possibilidade do COS se tornar a plataforma dominante é se o governo impor sua instalação aos fabricantes parceiros do Google, algo que não duvido que aconteça.

Fonte: PA.

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