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BioWare continurá promovendo a diversidade em seus games

Produtor da BioWare diz que estúdio não pretende abrir mão de introduzir personagens e relacionamentos homossexuais em seus games

15/08/2014 às 14:30

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É fato que quando a BioWare introduziu a possibilidade de relacionamentos homoafetivos nas séries Dragon Age e Mass Effect, muita gente reclamou. Jogadores acostumados com o status quo de personagen tradicionalmente heteros não apreciaram o fato dessa opção de customização estar liberada para o jogador. Claro que respousa um pouco de machismo nessa história, já que desde o primeiro Mass Effect a versão feminina do comandante Shepard pode ter parceiras mulheres, mas quando estenderam a possibilidade de um affair homossexual à versão masculina do personagem em Mass Effect 3, a reclamação foi geral.

Só que se segundo o produtor da BioWare Cameron Lee, abrir mão de introduzir personagens homossexuais ou opções de customização que abracem à diversidade é algo que nunca farão.

Recentemente o mais novo motivo para o estardalhaço dos jogadores foi a apresentação do primeiro NPC 100% da Bioware, o mago Dorian que será introduzido em Dragon Age: Inquisition (ele inclusive será uma das opções de interesse romântico para o jogador). Durante entrevista enquanto apresentava o gameplay do jogo na Gamescom 2014, Lee disse o seguinte a respeito de toda essa polêmica:

Este é um tópico importante (relacionamentos homo-afetivos em games). Isso tem a ver com a satisfação da fantasia (nota: a palavra aqui é usada no sentido da imaginação, e não no de fantasia sexual). As suas podem ser diferentes das minhas em termos de gênero, sexualidade, raça, classe, aparência, essas coisas. Nós não vamos forçá-lo a encarnar um personagem pré-determinado, fazer de você um homem que vaga elo mundo, tem uma aparência definida e anda de uma certa forma. Nós damos o poder de escolha a você.

E vai além, criticando não só quem não aceita dar o poder de escolha aos jogadores quanto o fato de outras empresas não fazerem o mesmo:

O fato de escolher um gênero ou a sexualidade ser um problema não faz sentido para mim. Nós temos a tecnologia para fazê-lo há muito tempo, então por que não permitir que nossas fantasias sejam diferentes?

Empresas como Capcom e Ubisoft foram duramente criticadas por não introduzirem personagens femininas jogáveis em seus futuros títulos, respectivamente Deep Down e Assassin's Creed Liberation. Já a BioWare prefere entregar o poder de decisão na mão do jogador. É a forma mais honesta de que ele possa realmente se sentir inserido nos universos que a desenvolvedora apresenta, pois mais importante que contar uma história, é permitir que você de fato se torne parte dela.

Fonte: VG24/7.

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