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Plustek Optic Film 120

8 anos atrás

 

Quando comecei a fotografar eu comprei uma câmera reflex da Zenit (que substituiu a Yashica compacta) que era carinhosamente chamada de Tanque de Guerra Russo. Embora a ótica fosse perfeita, o resto dos controles era muito pobre e geralmente alguns quebravam depois de pouco tempo. Mas, tudo bem, pois a câmera era barata mesmo. Com essa pequena guerreira eu queimei centenas de rolos de filme fotográfico e alguns positivos. Fotografar com filme fotográfico pode parecer um castigo nos dias de hoje para a maioria dos fotógrafos, mas para quem só tinha essa possibilidade era a coisa mais normal do mundo. Você saia de casa com um número limitado de poses para fotografar (36 por filme, sendo que uma caixa fechada de filmes continha 6 unidades). Depois de fotografar você precisava esperar dois ou três dias para ver sua imagem, isso se você levar para revelar logo depois de terminar o serviço. Não havia possibilidade de ver como a coisa estava ficando e você tinha que confiar em seu conhecimento ou apostar nas experiências e ver o resultado muito tempo depois.

A parte da revelação era outro problema. Você tinha que achar um laboratório confiável para poder entregar o seu negativo. Tinha muita loja que literalmente estragava sua foto. Se você não tinha um laboratório P&B em casa também não podia aplicar algumas edições básicas como o contraste em suas próprias fotos. Tinha que aceitar o que o laboratório entregava. O resultado é que a cópia em papel era a única representação da imagem na maioria dos casos. Com o início da fotografia digital, o laboratórios começaram a oferecer o serviço de digitalização dos negativos. Em vez de pegar as fotos em papel, você pegava o negativo revelado e um CD contendo as imagens. Agora era possível aplicar todos os efeitos desejados via Photoshop, mas ainda havia um problema. Digitalizar negativos é quase uma arte e para ser bem feito é necessário perder muito tempo, coisa que uma empresa com grande volume de trabalho não fazia. Eram comuns marcas de sujeira na imagem e outros defeitinhos. A saída, para quem queria digitalizar um grande acervo ou vivia da produção artística em grande formato, era comprar o seu próprio escâner de negativos.

É nesse ponto que entra o Plustek Optic Filme 120 que chega para aqueles que precisam de muita qualidade no processo. Existem diversos aparelhos no mercado que prometem digitalizar negativos e positivos, mas poucos entregam um produto que possa ser utilizado sem problemas para um trabalho sério. O Plustek Optic Film 120 pode digitalizar negativos e positivos de 35mm e negativos 120mm com uma resolução de 5300 dpi com profundidade de cor de 48bits. Quem está acostumado a trabalhar com esse tipo de tecnologia sabe que isso não é pouca coisa. O aparelho corrige automaticamente marcas de poeira e pequenos arranhões que o negativo possa ter e acompanha o pacote o software SilverFast Ai Studio 8 para correção de balanço de branco, contraste, saturação e demais ajustes básicos. O único grande problema deste pequeno aparelho é o preço de venda. Ele está sendo negociado em sites especializados pela bagatela de US$ 2.000,00.

Em um teste preliminar, o escâner foi utilizado em seu modo automático para digitalizar uma película médio formato e gerou a foto abaixo com impressionantes 129 megapixels (11.242x11.524 pixels). Talvez esse não seja um nível de detalhamento que você vá usar em toda situação, mas é confortável saber que é possível alcançar essa marca. Lembrando que a qualidade da imagem abaixo ainda é preliminar. Muita coisa pode ser melhorada com ajustes finos no Photoshop ou em seu programa de edição de imagens preferido.

Fonte: Foto Actualidad

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