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Plunct Plact Phobos-Grunt, não vai a lugar nenhum…

15/11/2011 às 9:00

O vídeo acima detalha os principais passos da sonda Phobos-Grunt, a missão espacial russa mais ousada deste os tempos da Estação Espacial MIR. A missão é –apenas- ir até Marte, entrar em órbita, emparelhar com Fobos, uma das luas marcianas, pousar, recolher amostras de solo e trazê-las de volta para para a Terra.

Até hoje, se descontarmos poeira cósmica de cometas isso só foi feito com a Lua, que nem conta, é aqui do lado. já Fobos é uma pedra de 11Km orbitando um planeta a 55 milhões de Km da Terra.

O projeto é muito ambicioso e tinha muitas possibilidades de dar errado, principalmente por causa da Maldição Marciana. Na média só 50% das missões terrestres a Marte são bem-sucedidas, mas a Maldição é especialmente forte para com os russos. Não que seja brincadeira para os outros.

Os soviéticos lançaram sua primeira sonda para estudar Marte em 1960, mas entre falhas no lançamento, interrupção de comunicações e perdas de controle foram 11 missões fracassadas até a Marte 3, em 1971 e mesmo assim o “sucesso parcial” significa a sonda ter pousado e transmitido por 15 segundos antes de perder contato com a Terra para sempre.

Pelo visto o planeta vermelho não gosta de comunistas, e dessa vez a batata ficou com a Terra.

Mars-Phobos-Grunt_-Roscosmos

Lançada no dia 8 de Novembro a Phobos-Grunt deveria acionar os motores principais e entrar em uma órbita altamente elíptica, ganhando velocidade graças ao campo gravitacional terrestre, até atingir velocidade de escape e seguir em direção a Marte, mas algum problema ainda não diagnosticado fez com que ela não acionasse os motores, permanecendo na órbita de estacionamento, entre 200 e 340 Km de altitude.

Os engenheiros russos estão trabalhando desesperadamente, mas há poucas esperanças que consigam identificar e consertar o defeito remotamente. A data-limite é dia 21 de Novembro. Depois disso perderão a janela de inserção na órbita marciana.

Agora a parte boa (not!) Como a órbita atual é muito baixa, a sonda logo reentrará na atmosfera terrestre. Sem controle, podendo cair em qualquer lugar. O NORAD, que acompanha em tempo real a Phobos-Grunt estima que ela caia dia 26 de Novembro.

Não é só uma linda sonda que poderá cair em nossas cabeças, são 8.3 toneladas métricas de hidrazina e tetróxido de Hidrogênio, duas substâncias que você não quer em seu jardim.

Como sempre as chances da sonda atingir uma área habitada são pequenas, mas maiores que zero.

É uma pena, muito além dos US$163 milhões que queimarão na atmosfera, perceber que com o fim dos Shuttles não temos nenhuma nave capaz de interceptar a Phobos-Grunt em uma missão de reparos de emergência.

Pelo menos serve para o Brasil se aproximar dos líderes, pois se hoje nossa capacidade espacial é a mesma da Alemanha no final da 2a Guerra, a do resto do mundo regrediu para 20 anos adiante.

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