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Mozilla anuncia Boot to Gecko, novo sistema operacional móvel baseado em web apps

Mozilla anuncia a criação de um sistema operacional móvel, destinado a smartphones e tablets, movido pelo motor de renderização Gecko, o mesmo que equipa o Firefox. A ideia é possibilitar a execução de web apps com desempenho similar ao de aplicativos nativos de outras plataformas, como iOS e Android.

26/07/2011 às 9:46

Montagem de um iPad com o logo do Firefox.

Boot to Gecko: OS móvel da Mozilla.

Depois de Apple, Google e Microsoft, agora é a vez da Mozilla apostar em smartphones e tablets. Se a Opera vier com algo parecido, podemos dizer que o futuro dos navegadores passa pelos dispositivos móveis.

A dona do Firefox anunciou que está preparando um sistema operacional móvel, batizado de Boot to Gecko, ou simplesmente B2G — o que me remete a siglas corporativas como B2B, B2C, coisas que, de verdade, tenho sérias dúvidas quanto ao apelo comercial junto aos potenciais consumidores.

Pensado para smartphones e tablets, o B2G tem uma dura missão pela frente: permitir a criação de aplicativos tão bons quanto os nativos, mas que rodem na web. Deixando de lado as diferenças, é como se fosse uma versão para telas sensíveis a toques do Chrome OS, da Google.

Para tanto, Andreas Gal, da Mozilla, disse, no anúncio do sistema, que a fundação pretende criar uma série de APIs open source que permita interagir com os diversos recursos dos celulares modernos, desde coisas básicas como telefonia e SMS, passando por câmera, e chegando até a coisas de vanguarda, como NFC. Tudo com o apoio da comunidade e a aprovação dos órgãos padronizadores, como a W3C.

O B2G usará a fundação do Android para funcionar, mas, também de acordo com a Mozilla, "o mínimo possível", o que denota que, apesar de compartilhar a mesma base, aplicativos do robozinho verde muito provavelmente não funcionarão no sistema da Mozilla.

A meta é propiciar um ambiente de desenvolvimento para a web, não para o Firefox. Estratégia que, diga-se de passagem, Apple (com o primeiro iPhone) e Palm (webOS) já tentaram, sem o sucesso esperado. Tudo bem que, hoje, a web é diferente, a infraestrutura da Internet é mais robusta e disponível e há um movimento, meio tímido, mas constante, que tenta consolidar a web como plataforma universal — um dos apoiadores, aliás, é o peso-pesado Facebook. Mas será que ela já está madura o suficiente para desprezar aplicativos nativos?

Outra consideração importante diz respeito ao histórico da Mozilla de liberar aplicativos pesados. Há anos o Firefox para desktops sofre com seu "peso"; no Android e Maemo, onde o navegador chegou não faz muito tempo, a reclamação permanece. Se um navegador já demora para inicializar, o que será de um sistema operacional inteiro? Ou rolará uma otimização monstro, ou o B2G pode fracassar antes mesmo do usuário começar a usá-lo de fato...

Com informações do Neowin.

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