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As novas políticas da Indústria colocando o jogador em xeque

13/09/2011 às 10:00

Além da já tão conhecida e discutida pirataria, outro fator que incomoda muito a indústria dos games é o comércio de jogos usados. No Brasil, nem tanto, mas lá fora, o comércio de jogos usados não só é uma realidade, como também é feito de forma massiva e organizada. Se já nos surpreendemos com o valor de jogos antigos praticados nos EUA, quando se fala em usados então, o preço é irrisório.

Isso sem contar a locação de games. Que por aqui, é quase inexistente, mas que novamente lá fora é bem forte. Aliás, é algo que estou experimentando com filmes e seria excelente para games também. No modelo atual de locação online, você paga uma mensalidade, escolhe um ou mais jogos (dependendo do plano), recebe em casa, joga durante o tempo que quiser, devolve e pega o próximo.

Com isso, a forma que grandes empresas como EA e THQ estão usando para lucrar ter menos prejuízo é o uso de códigos de uso único em cartões ou na contra-capa dos manuais. No caso de games single player, como Mass Effect 2 da EA, o código lhe dará direito a usar uma rede exclusiva que geralmente traz informações (semelhante ao Halo Waypoint, mas bem mais fraca) e um ou outro DLC. Já em games como o UFC Undisputed 2010 da THQ, o código dá acesso ao modo online do jogo, incluindo o Multiplayer.

Com isso, as empresas lucram de uma forma ou de outra. Seja incentivando a comprar o jogo novo e lacrado, seja obrigando quem comprou usado a gastar uma grana extra para conseguir jogar online.

Até aí, tudo bem. Mas o que realmente preocupa este que vos escreve é a forma como isso está sendo feito. No caso do Mass Effect 2 e UFC Undisputed 2010, é necessário apenas clicar em Redeem Code na Xbox Live, digitar o código do cartão e pronto: o conteúdo estará disponibilizado. Por outro lado, já peguei casos como o da versão Gold de Call of Duty 3, onde havia um código, mas ao invés de digitar ele direto na rede online do console, era necessário: acessar o site da Activision, se cadastrar, digitar o código, receber um "token" (outro código), para só então digitá-lo na rede do console.

Como comprei esse jogo depois de MUITO tempo após seu lançamento (comprei em 2009, o jogo é de 2006!), o site para digitar o tal código foi para o "limbo". Não sei se esse tipo de procedimento  com muitas etapas e envolvendo site de terceiros ainda existe hoje, espero que não! Pois ele pode gerar uma burocracia chata para aquele gamer que só quer colocar o disco na bandeja e jogar. Migrei do PC para console justamente para fugir de coisas como: ficar digitando seriais, baixando patchs e esse tipo de coisa. Além do trabalho que isso dá, me preocupo com o suporte oferecido.

E você, o que acha disso tudo? Acha errado comprar jogos usados? Esta nova política lhe incomoda?

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