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Análise - Marvel vs Capcom 3

Jogo consegue agradar aos fãs dos quadrinhos e traz uma boa jogabilidade, tanto para os veteranos quanto para os novatos.

9 anos atrás

dori_mvc3_24.05.11

Por mais contraditório que isso possa parecer, eu sempre encarei os jogos de luta como algo mais casual. Mesmo gostando bastante deles, nunca tive muito reflexo, disciplina, nem paciência para me tornar um bom jogador em nenhum deles e quando coloco as mãos em algum, costumo me dedicar a eles até conseguir encontrar um personagem cujo estilo eu consiga me adaptar melhor, disputo algumas partidas contra a máquina e outros jogadores e logo os encosto.

Mesmo assim eu estava bastante ansioso para ver o que a Capcom havia conseguido com o Marvel Vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds e embora ele não tenha conseguido me fazer mudar a visão que tenho desse tipo de jogo, a diversão que ele tem me proporcionado foi tão grande ou até superior a dos títulos anteriores da franquia.

Para mim não há dúvidas de que a minha admiração pelo MvC está no fato de neles  podermos realizar batalhas épicas entre o Wolverine e Magneto, ou permitir que Chris Redfield dê uma bela surra em Albert Wesker, sem falar nos frequentes e improváveis duelos entre os dois universos, como por exemplo permitir que o pequeno Arthur “Ghosts 'n Goblins” derrote o gigante verde conhecido como Hulk. Na minha opinião é esta mistura que serve como fator principal para jogarmos a série e apesar de esta versão não ser aquela com o maior número de lutadores - inclusive me fazendo sentir falta de nomes importantes como o de Ken, Captain Commando e Mega Man pela Capcom e Ciclope, Justiceiro e Carnificina pelo lado da Marvel - a variedade é bem grande.

dori_mvc3_24.05.11-2Em relação a jogabilidade, os poderes que ocupam quase toda a tela, os combos intermináveis e os supersaltos estão de volta, mas a produtora fez uma modificação nos controles que não me agradou. Acontece que se antes tínhamos seis botões para ataque (soco e chute fraco/médio/forte), para tornar o game mais acessível, no MvC3 só temos um ataque forte, um médio, um fraco e um especial, dessa forma, quando você quiser soltar um Hadouken, basta fazer o movimento no direcional e escolher a força, com o mesmo valendo para todos os golpes. É verdade que após um tempo nos acostumamos, mas depois de jogar por tantos anos da maneira tradicional, a mudança parece um pouco estranha.

Uma boa adição para quem não está muito interessado em aprender os golpes mais complexos é uma configuração em que os especiais e os super especiais são acionados com apenas um botão, bastando apenas que o jogador aponte para uma determinada direção e o game fica responsável pelo resto. É uma ótima opção para quem não leva o menor jeito com jogos de luta, permitindo que eles se achem verdadeiros mestres do gênero, mas vários golpes deixam de funcionar desta maneira e o game passa a parecer muito mecânico.

dori_mvc3_24.05.11-3No início o que mais me encantou no Marvel Vs. Capcom 3 foi o seu estilo visual. Assim como no Street Fighter IV, a Capcom optou por criar um título com gráficos em 3D, mas com a jogabilidade funcionando em duas dimensões e aqui o resultado ficou ainda melhor. Durante todo o game a impressão é de estarmos vendo uma HQ em movimento e tanto os cenários quanto os lutadores são bastante detalhados, com destaque para as roupas alternativas que em muitos casos são versões usadas pelos heróis e vilões nos quadrinhos. Só há de se lamentar os finais serem meio sem graça e seria legal se a Capcom tivesse criado para cada lutador uma animação final com a qualidade da vista na abertura.

Mesmo não podendo me considerar um especialista do gênero, recomendo o Marvel Vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds, principalmente para aqueles que estão procurando um jogo de luta acessível e/ou que gostem das histórias em quadrinho da Marvel, mas mesmo os mais experientes encontrarão nele motivo para diversão.

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