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Konami rende-se à crítica

28/04/2009 às 11:22

Quem acompanha a indústria atentamente deve saber que existem dois tipos de empresas no mercado: aquelas que estão se lixando para a repercussão que seus jogos violentos terão na mídia e outras que preferem não se meter em confusões e até cancelam jogos que foram anunciados. Pelo visto, nesse último caso podemos enquadrar a Konami.

Depois de comunicar que lançaria o jogo Six Days in Fallujah, a produtora japonesa recebeu ataques por todos os lados. As reclamações vindas de ex-soldados, parentes de vítimas da guerra e organizações pacifistas fizeram com que repensassem a intenção de publicar o título, já que ele seria criado pela Atomic Games. Uma das pessoas que expressaram seu descontentamento foi o pai de um soldado morto em conflito, quando ele disse que “glorificar através de um videogame as vidas perdidas no Iraque é uma decisão pobre e de mau gosto”.

Contudo, o que parece incomodar mais os norte-americanos é o fato da guerra do Iraque ainda está acontecendo, pois não podemos esquecer a quantidade de cópias que jogos baseados na Segunda Grande Guerra vendem. A questão que fica é: A Konami fez certo ao ceder as críticas e não incomodar a memória dos soldados mortos no Iraque, ou deveria ter ido até o fim e ganhar um pouco (provavelmente muito) dinheiro com a desgraça alheia?

dori_kon_27.04.09

[via Joystiq]

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