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Da Maçã para as frutas: Apple doa US$100 mil para proteger casamento gay na Califórnia

25/10/2008 às 19:16

No Brasil existe uma idéia de que empresas devem ser isentas, praticamente alienadas, não tomando posição, defendendo idéias ou assumindo gostos e preferências. Patrocínio tudo bem, mas por exemplo se um diretor da Positivo ou da Sadia aparecer dizendo que não gostam de leite de soja, vai chover reclamação.

Isso nos temas leves, imagine nos pesados.
morroidaiphone

Já nos EUA é comum empresas investirem tempo e dinheiro defendendo idéias adotadas por seus donos e acionistas, e na maioria das vezes pelos funcionários também. A Apple por exemplo foi uma das primeiras empresas da Califórnia a garantir direitos iguais para os funcionários gays e seus cônjuges, que gozam de direitos como plano de saúde e fundo de pensão, independente do sexo.

Recentemente a Califórnia aprovou uma legislação tornando legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e ao contrário do que a ala religiosa fundamentalista conservadora havia previsto, o mundo não acabou com vulcões e nazistas cavalgando dinossauros.

Só que o pessoal que quer adora ditar o que os outros fazem com a própria vida reagiu. Convocaram um plebiscito para votar a Proposta de Emenda Constitucional 8, que pretende alterar a Constituição do Estado para que esta defina que a figura do casamento só é valida sendo entre um homem e uma mulher.

Grande parte da população está se mobilizando, com eventos nas principais cidades da Califórnia, como Los Angeles, São Francisco e Pelotas. Empresas de tecnologia do Vale do Silicone Silício, que estão na vanguarda dos movimentos sociais assumiram uma posição ativa na causa, e entraram com dinheiro pesado.

A Apple doou US$100 mil, mas não me venham dizer que “Apple é empresa de frutinha”, não há nenhuma relação explícita entre os produtos da empresa e a orientação sexual de seus usuários. Empresas insuspeitas como a Google também entraram na campanha, Sergey e Larry doaram um total de US$140 mil.

É no mínimo curioso para quem está acostumado com empresas como a Brawndo e a OCP, quem cresceu sempre suspeitando de Grandes Corporações, ver empresas batalhando lado a lado com minorias em defesa de direitos civis fundamentais.

É uma bela evolução, comparado com o tempo em que Henry Ford demitia qualquer um que falasse em sindicato.

Fonte: San Francisco Gate

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