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A crise financeira e a "falta de jogos"

08/10/2008 às 11:55

Ser um jogador de videogame não é uma tarefa fácil. Este nosso hobby é algo que pode se tornar bastante caro e quem *assim como eu) gosta de comprar consoles e jogos sabe que é preciso gastar uma pequena fortuna para se manter abastecido.

Se isso já não fosse o suficiente para nos desanimar de tempos em tempos, agora o mundo está imerso em uma violenta crise financeira, tão violenta que alguns analistas acreditam que estejamos vendo o pior momento dos Estados Unidos desde o Call of Duty 3 a segunda guerra mundial.

Como este não é um blog sobre economia, gostaria de falar um pouco sobre como este enorme problema pode afetar (e já está afetando) nossas vidas de gamers. Para começar, gostaria de comentar sobre o que acontecerá nos próximos meses.

dori_vg_08.10.08

A partir de novembro começa o período de festas nos EUA. Ação de graças, natal, ano novo... Esses são sem dúvidas os dias em que a indústria de games mais fatura durante todo o ano. Muitos jogos são atrasados apenas para que seu lançamento caia no final do ano e do jeito que a coisa anda na terra do Tio Sam, o final de ano não será dos melhores. É difícil mensurar o quanto a indústria poderá deixar de ganhar, mas o fato é que deve ter muito executivo perdendo as noites de sono por causa da crise.

A curto prazo, o caos nas bolsas de valores já está nos afetando, pelo menos nós brasileiros. Pegue como exemplo o meu caso. Há alguns dias eu venho adiando a compra de alguns jogos em uma loja norte-americana. O grande problema é que a compra que custaria US$ 112 e que sairia em real cerca de R$ 172, com o dólar a R$ 2,31, eu morreria em R$ 258. Porém, como a moeda norte-americana vem subindo dia após dia e a minha compra seria feita pelo cartão de crédito, temo que no início do mês que vem (vencimento da fatura) a conta saia ainda mais cara.

Mas se você prefere comprar seus jogos e consoles aqui no Brasil, não fique muito feliz. Como a maioria desses produtos são importados, é muito provável que tenhamos um aumento no preço deles caso o valor do dólar não recue.

A situação está bem delicada e espero que ela não piore ainda mais.

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