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Haze

02/09/2008 às 19:02

Haze é um daqueles jogos que fazem os jogadores perderem o sono antes de ser lançado. Vídeos com cenas incríveis de ação, tantas inovações interessantes que fazem a gente ver e rever o vídeo e falar “uau, preciso jogar isso”. Mas, ao chegar ao mercado não é tudo aquilo que foi mostrado não. Para a falar a verdade, nem a metade. A Synergex do Brasil distribui esse que seria um dos títulos exclusivos para Playstation 3 que fariam a diferença do console no mercado, mas infelizmente nada disso é real.

Lute Contra o Vício

Em um futuro próximo, as grandes potências do globo descobriram como era caro manter um exército. Eram gastos anualmente, centenas de bilhões de dólares em armamentos, soldados e cargos elevados. Como essas grandes nações não eram mais inimigas e rivais entre si, decidiram extinguir os seus próprios exércitos e alugarem um. Além da própria economia, essas nações não precisavam mais contribuir com a OTAN, nem a própria Nações Unidas entre outras. Uma corporação militar chamada Mantel Global Industries se precipitou e forneceu o que essas nações precisavam.

No ano 2048, logo que essas nações possuíam as Tropas Mantel em seu poder, um problema começou a surgir na América do Sul. Uma facção de guerrilha chamada The Promise Hand, liderada pelo líder e maníaco Skin Coat, estavam fazendo coisas ruins a pessoas boas. Os Mantel foram enviados para resolver os problemas e entre eles o Sargento Shane Carpenter. Com a ajuda do Nectar eles irão se divertir resolvendo esse problema.

Nectar? Sim, a Mantel pensando no bem de seus soldados, criou um “suplemento nutricional” chamada Nectar e ele faz com que os soldados se sintam mais seguros durante a guerra e ainda se divirtam nela. O tal suplemento nutritivo melhora a visão, mira, velocidade e força dos soldados. O Nectar faz ainda com que os soldados agüentem mais, ou até curtam os seus ferimentos. Um soldado Mantel ferido, fica mais rápido e perigoso contra os seus inimigos sob efeito de tal suplemento. Para facilitar ainda, o Nectar melhora a percepção geral das coisas em volta, em combate faz um soldado pressentir o perigo. Como eles mesmo dizem, uma espécie de sexto sentido. Mas não traz nada sobrenatural, apenas estimula algumas áreas específicas do cérebro. De acordo com alguns especialistas, isso pode ser perigoso e irresponsável, mas eles não sabem o que falam.

Guerra, Drogas e Estupidez

Você faz o papel do Sargento Shane Carpenter, e luta pelos Mantel nas missões que os exércitos decidirem por vocês. O engraçado é ver como os Mantel se portam durante a batalha e na história em geral. Eles são super soldados e se divertem com isso, parece um grupo de jogadores de Counter Strike durante uma partida. Sendo um Mantel você terá facilidade em dizimar os inimigos, com a ajuda do Nectar, eles se destacarão no cenário e acertá-los será muito fácil. Quanto mais você matar, melhor, pois o efeito da droga se prolonga. O uso excessivo da droga pode fazer você sair de si e ferir alguns companheiros de tropa. Há um lado de crueldade no jogo sendo um Mantel. Os diálogos (bem fracos e estúpidos) dos soldados falando de seus inimigos parecem realmente que eles estão entrando em uma partida de Counter Strike e são os melhores do mundo. Eles riem bastante também durante a guerra. Até essa parte, o jogo até é bem divertido. Pois você é muito mais que os outros, você realmente pode matar e com uma terrível facilidade tudo o que aparecer a sua frente, não importando o level de dificuldade em que se jogue.

A história vai seguindo e você deixa de ser um Mantel para se tornar um dos radicais. Essa parte da história é muito sem nexo, é como se um dia o Shane acordasse e visse que o mundo dele é errado e ele vira um guerrilheiro. O jogo nessa hora deveria se tornar dificílimo, já que os Mantel possuem o Nectar e todos esses super poderes que a droga fornece a eles, mas não é isso que acontece. Eles ficam ainda mais estúpidos e o jogo perde a graça completamente. Você começa a perceber erros de IA, inimigos parados esperando para morrer, atirando em paredes e por ai vai. O que era fácil e cansativo, se torna chato e irritante. Ou será que os Mantel usaram tanto Nectar que seus cérebros fritaram e eles nem sabem mais quem são? Você tem alguns artifícios para usar contra os Mantel, como se fingir de morto, fazer granadas de Nectar para gerar uma overdose e armar armadilhas, mas para que tudo isso se eles são burros como uma porta? Triste ver isso de um jogo feito pela Free Radical, que possui em seu time de desenvolvedores pessoas que fizeram parte no desenvolvimento de jogos como Golden Eye 007 e Perfect Dark para Nintendo 64, e na série TimeSplitters sucesso absoluto nos EUA para os consoles Playstation 2 e Xbox.

Mantel contra The Promisse Hand

Jogando em multiplayer, Haze se torna bem interessante. Jogando internamente, Haze suporta de dois a quatro jogadores em modo cooperativo com a tela dividida, o que faz grande parte dos problemas dos seus aliados entrarem na sua frente e tomarem um tiro sem querer sumirem. Jogando na PSN, há três modos de jogo. O clássico Deathmatch, o Team Deathmatch e o Team Assault. Os dois primeiros são bem conhecidos do público que jogam jogos de tiro online, já no modo Team Assault, rola uma batalha entre os Mantel contra os The Promisse Hand, onde os times tem de fazer pequenas missões e chegar a um objetivo o mais depressa possível. Ao concluir essas missões você ganha alguns méritos que infelizmente não abrem nada secreto no jogo como novas armas, ou novos estágios.

Decepção. Essa seria uma palavra que resume bem o jogo. Fraca jogabilidade, com uma inteligência extremamente limitada, HAZE apenas fica bom no modo multiplayer. Se você quer substituir algum jogo de tiro por algo diferente online, Haze pode ser a escolha certa. Se você gosta de jogar sozinho, esse jogo não é uma opção válida que lhe trará horas de diversão.

- Multiplayer divertidíssimo, perfeito para jogar com os amigos/desconhecidos na PSN.
- Os armamentos são bem balanceados no decorrer do jogo.
- O conceito visual do jogo é muito legal. Os soldados da Força Mantel são imponentes e jogando no time contra eles, chegam a dar medo.

- A história tinha tudo para ser maravilhosa, mas um péssimo trabalho de roteiro faz um excelente conceito, virar um filme C que até amarga a pipoca.
- O inimigo esperar para tomar tiro não é algo legal. O inimigo sempre reagir de forma esperada também não é legal. Seus aliados passando na sua linha de fogo é odiável.
- O que são esses diálogos? Afirmar, confirmar e repetir tudo o que rola na história do jogo me soa amadorismo!
- O gráfico não é ruim a primeira vista, há um número muito grande de texturas repetidas, a movimentação dos personagens é meio robótica às vezes e espere ver um festival de glitches.


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