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EA: "Revenda de jogos usados está gerando uma situação crítica"

01/09/2008 às 22:30

Nos EUA, é comum grandes lojas (e mesmo algumas pequenas) recomprarem dos gamers jogos usados para revender diretamente ao consumidor sem repassar nada às distribuidoras. Este mercado é conhecido lá como "bargain bin". Como para todos os efeitos o jogo assim comprado se trata de um produto legítimo, com a mesma qualidade e com custo menor, estes usados - que podem em alguns casos ser revendidos várias vezes - andam canibalizando as margens de lucro das distribuidoras. Em recente entrevista para o site GamesIndustry.biz o vice-presidente da EA, Jens Uwe Intat, declarou estar muito preocupado com o volume deste mercado de usados. Na visão de Jens é preciso dar um jeito de diminuir este volume, e uma forma de conseguir isso é investir mais e mais em conteúdo online, de modo a manter o jogador cativo e, obviamente, fazê-lo gastar dinheiro com isso.

Jens rejeitou a argumentação de que o mercado de usados é algo perfeitamente aceitável para outros tipos de produtos, pois segundo ele conteúdo digital não perde valor por ser de segunda ou terceira mão, e o impacto nas vendas dos "0 km" é muito maior.

Embora ainda não tenha uma estratégia claramente definida para enfrentar a situação, o executivo da EA descartou partir para quaisquer confrontações com o mercado de usados, embora isso não exclua ameaças veladas: ele sugeriu que os donos destas lojas deveriam "perguntar a si mesmos se não estariam matando o próprio mercado ao criar tantos estoques de jogos usados".

E isso nos leva a pensar um pouco a respeito da questão. Nos EUA, é o bargain bin que permite muita gente que não pode desembolsar 50, 60, às vezes 80 dólares em um título na época de seu lançamento, ainda ter a chance de passados alguns meses, adquirir este mesmo jogo de forma legal por um custo mais razoável (principalmente se este jogo não se revelar exatamente um sucesso). Se a EA realmente forçar as coisas para uma direção em que este tipo de mercado acabe, alguém duvida que a pirataria vá passar a comer solta na terra de Tio Sam do mesmo jeito que é aqui no Pindorama? E pensando mais um pouco: será que realmente a solução para diminuir o buraco nas vendas da empresa não seria investir em jogos melhores, com mais replay value (e que portanto menos gente queira se livrar deles após jogar por algumas poucas horas) ?

Fonte: GamezBiz.com, via Blue's News

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