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Rouba, mata e põe a culpa no GTA

06/08/2008 às 15:18

Um Jovem tailandês foi detido na noite do último sábado tentando dirigir um táxi de ré por uma rua de Bangcoc, no banco de trás levava o motorista seriamente ferido.

Questionado pela polícia o rapaz de 18 anos, cujos exames não reportaram nenhum problema mental, disse que roubou o carro para ver se seria tão fácil quanto no jogo Grand Theft Auto que ele joga obsessivamente e que só feriu fatalmente o motorista porque este reagiu.

Descrito pela família como um menino polido e de boa índole, ele pode ser condenado à morte caso seja considerado culpado por morte e assassinato.

Os distribuidores do jogo na Tailândia estão tirando as cópias de GTA IV de todas as lojas e casas de jogos e fazendo apelos para que os pais prestem mais atenção ao que os filhos estão jogando, mais uma vez um jogo de videogame aparece na mídia mundial como gerador de violência.

Acho interessante afirmar-se que uma pessoa é perfeitamente normal e de boa índole e a mesma ser capaz de tirar a vida de outra, não acredito na capacidade de influencia tão grande como a que é mostrada nesses casos onde o simples ato de assistir a um filme, ler ou jogar mude completamente o caráter de alguém.

Também acho relevante lembrar que o jovem era jogador compulsivo de GTA e não simplesmente "um jogador", além de toda a carga de violência que o jogo realmente tem, não podemos o eximir disso, particularmente acho que tudo o que é obsessivo, compulsivo, exagerado não pode fazer bem e que isso sim deve ser observado pelos pais e não somente em relação à violência das obras que seus filhos consomem.

Em uma época em que o mercado de games cresce visivelmente e que tanto os consumidores quanto quem trabalha no meio começam a ser respeitado, notícias como essa caem como um balde de água fria sobre uma sociedade fortemente influenciável e vemos um pouco desse respeito recém conquistado retroceder um pouquinho.

Defendo sempre os jogos como manifestações artísticas e até como ferramentas de aprendizado, sou um apaixonado por videogames desde criancinha e vejo na minha própria família meus passos sendo seguidos por um sobrinho de apenas 4 anos, mesmo tendo orgulho do pequeno aprendiz sei que é importante e saudável que ele desligue a tv e vá brincar um pouco, que interaja com outras crianças, que leia, veja bons filmes, pratique esportes. O ato de jogar videogame e gostar disso não é algo prejudicial desde que como todas as outras coisas na sua vida tenha a dose certa. É muito fácil, principalmente nesse mundo frenético em que vivemos hoje, os pais entregarem seus filhos à computadores e jogos eletrônicos como se esses fossem suas babás, é cômodo um moleque sentado em frente à tv sem incomodar ninguém quando você chega cansado do trabalho e ainda tem dezenas de coisas para fazer, mas não é saudável. Assim é que se começa a criar adolescentes “polidos” e calmos que cometem atrocidades que seus pais jamais poderiam imaginar, afinal não foram eles que os educaram não é mesmo?

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