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Solara, drone da Titan Aerospace alimentado por energia solar, deve ficar no ar por 5 anos

A startup Titan Aerospace revelou seus protótipos de satélites atmosféricos movidos a energia solar e capazes de se manter em alta altitude por até cinco anos.

22/08/2013 às 12:15

Solara

Crédito da imagem: Sean Gallagher.

A startup Titan Aerospace revelou seus protótipos de satélites atmosféricos movidos a energia solar e capazes de se manter em alta altitude por até cinco anos. A apresentação foi feita na conferência da AUVSI (sigla em inglês para Associação Internacional para Sistemas de Veículos Não-Tripulados).

O primeiro drone solar de longa duração, o Solara 50, está sendo construído e deve voar no próximo ano. O drone Solara 60, maior, virá em seguida.

A Titan é a primeira empresa a fabricar drones solares comercialmente. Ao contrário dos protótipos de empresas estabelecidas, os drones Solara utilizam tecnologias conhecidas e design baseado na simplicidade.

O Solara 50 tem capacidade para pouco mais de 30 kg, mas dependendo da época do ano e local do voo, também conhecido como verão de dias longos, pode carregar cargas maiores.

O Solara 60 vai ter capacidade de até 113 kg. Os drones utilizam baterias carregadas por painéis solares para poder voar à noite, com carga de até 100 watts-hora.

O Solara 50, com um único motor, tem envergadura de 50 metros. A superfície das asas e da traseira são equipadas com mais de 3 mil células fotovoltaicas capazes de gerar até 7 quilowatts. Ele é lançado por uma catapulta e pode aterrissar deslizando através de sua superfície lateral coberta de Kevlar.

Solara 50

Crédito da imagem: Titan Aerospace.

Um drone capaz de voar em altas altitudes (18 a 21 mil metros), acima da influência do clima e com ventos de menos de 10 km/h, poderia realizar tarefas antes reservadas a satélites por um custo muito menor.

Durante a apresentação da Titan, um representante da empresa comparou a utilização de satélites tradicionais com drones.

Imagens multiespectrais da Terra, como as feitas pelo Landsat, tem um custo de 35 dólares por quilômetro quadrado; feitas por um drone, esse custo cairia para 5 dólares.

Esses drones também poderiam ser utilizados como retransmissores, o Solara consegue cobrir um raio de aproximadamente 30 quilômetros. Uma “rede” de drones funcionaria como um backup em caso de catástrofes ou mesmo como um serviço permanente. Duas das primeiras encomendas, por sinal, serão utilizadas para comunicação.

Fonte: Ars Technica.

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