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Chip promete fim da pirataria (e da privacidade ?)

27/05/2008 às 14:50

Pelo menos é o que acredita o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Nesta entrevista concedida ao site GamesIndustry.biz, Nolan comentou a respeito do chip TPM (Trusted Platform Module), que implementa uma chave de criptografia oculta por hardware e que vem sendo instalado em diversas motherboards atuais:

"O que isso quer dizer para a indústria é que será possível encriptar jogos com uma chave privada totalmente verificável - e inquebrável por hackers ou senhas vazadas na internet - o que, por sua vez permite para um enorme mercado se desenvolver em áreas onde a pirataria tem sido um problema real".

Ele complementa, fazendo a ressalva de que isso não seria suficiente para evitar pirataria de filmes ou músicas pois "se você consegue ver ou ouvir, consegue copiar". Assim que o volume de hardware equipado com o TPM (sem piadinhas infames, por favor) crescer o suficiente ele espera ver um retorno financeiro expressivo de mercados como Ásia e India.

Curiosamente, o chip é utilizado nos computadores da Apple e, dizem as más línguas, nunca foi oficialmente "habilitado" pois a quantidade de "Hackintoshes" é irrelevante.

Como a plataforma TPM fornece uma chave RSA única a cada chip (e, consequentemente, a cada micro) alguns usuários estão apreensivos quanto à sua privacidade. Aqui cabem duas ressalvas. Primeira: a especificação prevê o envio de um "hash" que "autentica" o hardware e o software... nada de números de cartão de crédito passando pela net. Pensando numa teoria da conspiração, é muito mais factível um Trojan roubar esse tipo de dado que uma plataforma amplamente apoiada pela indústria.

E, segunda: se o sujeito comprou o jogo (ou o sistema operacional, ou o pacote office, enfim...) por que tanta neurose?

[via: Blue's News]

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