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The Club

19/05/2008 às 16:26

O que esperar de um jogo de ação criado por uma empresa especializada em fazer games de corrida? The Club é a aposta da Bizarre Creations nos jogos multiplayer. Saiba como ficou o jogo lançado no Brasil pela Sinergex lendo a análise.

1ª regra: Não fale sobre o clube

Um grupo de pessoas com muito (mas muito mesmo) dinheiro resolveu criar uma organização secreta onde seriam contratados homens para lutar por suas vidas. Algo parecido com gladiadores modernos. Os apostadores são chefões do tráfico, contrabandistas de armas, milionários da informática, estrelas de Hollywood e sujeitos que não tem mais onde gastar dinheiro. Porém, você não estará no lado "glamuroso" da coisa. Você será jogado em uma dessas arenas e terá duas opções: Matar ou morrer. Tal organização ficou conhecida como The Club.

A produtora usou este pretexto para criar um game de ação visceral. Em The Club não há tempo para pensar. Se algo se mexer perto de você atire para matar. Não hesite. O jogo é extremamente frenético e tudo acontece muito rapidamente e a idéia era criar um título que lembrasse os antigos clássicos do arcade, sem muita enrolação.

Tapa buraco

No modo singleplayer, a idéia é passar por todas as fases fazendo o maior número possível de pontos. Toda vez que você matar um inimigo, uma barra aparecerá na tela e começará a diminuir, matando outro inimigo, essa barra passa automaticamente para outro nível e começa a contagem regressiva novamente. Funciona como um combo, quanto maior, mais pontos você recebe. Esses combos podem ser feitos também ao atirar em placas com desenhos de caveiras e espalhadas pelo cenário.

Para dar um pouco de variedade à jogabilidade, em alguns estágios é preciso chegar ao final do percurso, em outros é preciso sobreviver até o fim do tempo em um ambiente pequeno, Contudo, ao terminar todas as fases, não há muito a ser feito se não tentar aumentar seus placares.

A verdadeira razão de existir 

Mas o foco de The Club é mesmo o seu modo multiplayer. tanto online quanto offline, é aqui que o jogo diverte. Ao todo, são 8 modos, sendo eles:

Kill Match: O primeiro jogador que atingir o número mínimo de mortes é o vencedor. Aqui é cada um por si.

Score Match: O primeiro jogador que atingir o score vence a partida. Aqui é aparece o sistema de combos.

Team Fox Hunt: Os jogadores são divididos em dois times. O primeiro time a matar o "jogador especial" do outro time vence.

Team Siege: Modo por time também. Um dos times deverá defender uma região da fase pelo maior tempo possível, quando esse time for aniquilado, os papéis se invertem.

Team Kill Match: Mesmo sistema do Kill Match, mas dividido em dois times.

Hunter Hunted: O primeiro que matar alguém se torna a caça. cada segundo que ele se mantiver vivo é convertido em pontos e todos na fase terão que tentar matá-lo.

Team Fox Objective: O obejetivo é levar o "jogador especial" até a área de captura do outro time. Se a captura for concluída, o round é vencido.

Team Skull Shot: O mapa estará repleto de caveiras azuis e vermelhas. O time vermelho deve atirar nas caveiras azuis e vice e versa.

Como você deve ter percebido, o game possui modos bem interessantes no multiplayer, porém, algumas falhas acabam estragando um pouco da diversão. Uma delas é a baixa quantidade de jogadores suportado em cada mapa, no máximo 8. mesmo o tempo de respawn sendo baixo, se houvesse pelo menos o dobro de participantes em cada fase, a coisa ficaria mais legal. 

Outros dois detalhes e esses mais graves, se referem ao lag enfrentado nas conexões (pelos menos aqui em casa) e ao baixo número de jogadores. Mesmo em um sábado de noite ou domingo de tarde é difícil encontrar uma grande quantidade de jogadores aproveitando o game e acho que ambos os problemas atrapalham gravemente o game.

Sem brilho

A parte técnica do game é algo que pode passar despercebido pela maioria. Graficamente o jogo segura a onda com boas texturas e mapas bem desenhados, mantendo as disputas sempre movimentadas. São 8 localidades muito diferentes entre si e com vários locais para usar a seu favor. O destaque fica realmente para a diferenciação dos estágios, indo desde uma prisão, até as ruas de Veneza.

Os personagens por sua vez chamam a atenção. A maioria são bastante carismáticos e cada um possui um visual bem singular. Destaques para o Nemo e o Seager. É possível que mais de uma pessoal use os mesmos personagens e isso acaba diminuindo um pouco a imersão, mas não chega a estragar a brincadeira.

A parte sonora também não derrapa, com bons efeitos e músicas eletrônicas que ajudam a manter o ritmo acelerado do game.

The Club não é um jogo ruim, mas peca pela falta de variação em suas partidas. Mesmo a produtora afirmando que o game é uma mistura de jogo de ação, jogo de corrida e jogo de luta, infelizmente ele esta destinado a um seleto grupo de jogadores: Aqueles que adoram jogos de ação descerebrados.

- Ação frenética, do início ao fim;
- Bom design das fases;
- Alguns dos personagens mais estilosos já visto nos games.

- Poucos jogadores online;
- Torça para cair próximo de alguma arma mais poderosa após o respawn, pois a pistola é praticamente inofensiva;
- Se torna repetitivo em pouco tempo;
- Armas parecem muito fracas. No multiplayer é preciso dar muito tiros para matar os inimigos.

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