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Ética dos games. Os jogos estão pegando pesado?

25/04/2008 às 11:25

Hoje em dia vemos muitos jogos apelando para o lado da violência e cenas de sexo. Mas será que os desenvolvedores têm alguma noção do que eles estão criando? Será que a proibição de certos jogos é válida? Será que nossos filhos estão aptos a jogar algo tão forte?

Com o lançamento de GTA IV se aproximando eu fico imaginando onde está a ética de roubar carros e realizar crimes por uma cidade para tentar se tornar o grande mestre do crime. Por um lado temos o fato de "sermos quem realmente não somos na vida real" e brincar de polícia e ladrão na vida virtual, mas também temos o lado das pessoas que podem ser influenciadas negativamente pelos jogos.

Eu não acredito que uma pessoa possa cometer crimes por causa de um jogo de vídeogame, deixo aqui a minha insatisfação em ver alguns jogos proibídos em meu país, mas existe também o lado da responsabilidade do desenvolvedor de jogos de criar jogos deste calibre. Nunca me passou pela cabeça algo como GTA IV, muito menos esse browser game chamado Miss Bimbo.

Em Miss Bimbo, você pode criar uma Bimbo, que na gíria americana quer dizer "mulher promíscua", dentro do jogo você tem que aumentar sua moral para se tornar uma socialite. Com mais dinheiro, mais ações para aumentar a moral são possíveis, dentre elas: colocar silicone nos seios, tomar pílulas para emagrecer, fazer plásticas para ficar mais bonita, comprar roupas mais atraentes ou até encontrar um namorado bilionário para ficar mais rica! O jogo é simplismente uma sátira da vida real, mas geralmente as pessoas que têm afinidade à essas atitudes na vida real são as usuárias, vide a boneca barbie, que foi um sucesso desde quando foi criada pois as meninas gostavam de se ver "mais velha" e "mais bonita".

Imagem de Miss Bimbo

Como desenvolvedor, eu acho que tanto GTA quanto Miss Bimbo são fantásticos, pois trabalham o lado jovem que, no auge da "idade da revolta" querem fazer "coisas erradas" e são coisas pop, muitos astros americanos posam de bad boys e gangsters e muitas mulheres apenas são famosas pelos seus dotes corporais. Como ser humano, penso em alguns jogos como "eles poderiam simplesmente não ter existido". Eu não desenvolveria nenhum jogo desde cunho, pois a crítica não seria nem um pouco positiva ao game. E como jogador, tenho que admitir que, pelo menos o GTA, mesmo com um tema totalmente errôneo, consegue ser muito divertido, "se nego" a jogar Miss Bimbo.

Por outro lado, vemos jogos denunciando atitudes de grupos/empresas através dos games. O famoso jogo em flash do McDonalds, no qual você pode desmatar uma área para fazer plantio de gado para o consumo nos hamburgueres, pode mudar geneticamente a carne para render mais e tem de tomar cuidados para não tomar processos de pessoas que ficaram obesas ou de defensores do meio ambiente. Outro jogo muito famoso é "Darfur is dying" que denuncia a crise humanitária na região de Darfur, situada na parte oeste do Sudão. Esses jogos nos atentam para o crime que está sendo cometido ao bem estar do planeta e da sociedade mundial.

McDonalds game e Darfur is Dying

E você? De que lado está? Do lado que diz "vale tudo nos games pela diversão?" Ou "vamos maneirar um pouco pois estão pegando muito pesado?"

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