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O que fazer e o que não fazer em In Game Advertising

10/04/2008 às 12:21

Olá pessoal,

Nós como gamers e consumidores de produtos, somos bombardeados 24 horas por dia 7 dias da semana por publicidade, é nas ruas, nos elevadores, nos táxis, na Internet, na TV, no rádio e ainda pior, nos celulares, que eu considero a mídia que fica com você o dia inteiro, para vocês imaginarem, são 2:22 da matina e acabo de receber uma propaganda da Claro, isso enche demais o saco, então quando vamos jogar nossos jogos, tudo o que queremos é relaxar e aí com a nova onde de In Game Advertising, começamos a nos preocupar se as propagandas afetarão a jogabilidade e a história do jogo.

Então, o maior desafio dos gamevertisers, é como vou me conectar de forma eficiente com o meu público se estou invadindo um momento de diversão?

O In Game Advertising oferece uma oportunidade única de um anunciante se conectar com um público que está vendo menos televisão, ouvindo menos rádio para passar mais tempo jogando jogos, mas existem algumas coisas que serão benéficas para a sua publicidade ou maléficas e estas são elas:

A presença da marca deve contribuir para o envolvimento com o jogo. Ou seja, ela deve deixar a experiência de um jogo mais real e mais envolvente. Quando estamos jogando um jogo que se passa na cidade, nada mais natural que ter outdoors reais espalhados pelas ruas, se não tiver nenhum, ou só propaganda do próprio fabricante, o negócio fica estranho.

A marca e a propaganda devem ter conteúdo relevante ao jogo. O comercial e seu conteúdo devem ser linkados ao clima do jogo, não adianta você jogar um jogo com ambientação medieval e ver um anúncio da Coca-Cola, ou até mesmo um jogo que é mais violento de tiro e ver uma propaganda do Greenpeace, a chave é entender não apenas o jogo, mas também o jogador.

As marcas devem parecer naturais ao jogo. O pior erro de um anunciante são as intrusões, imagine que você está correndo atrás de um zumbi, ou ele correndo atrás de você e de repente aparece o bonequinho da Nestlé na sua frente te oferecendo um sorvete? É um exagero o que eu falei, mas casos como esse aconteceram, propagandas que cortam o clímax do jogo, são extremamente chatas e você vai pensar duas vezes em jogar aquele jogo de novo.

Personalização podem fortalecer o envolvimento de um jogador com a marca. Os games são uma ótima oportunidade de experimentar uma marca virtualmente, isso pode acontecer para carros, para roupas, para móveis, de fato, eu imagino que no futuro, vão existir jogos feitos para empresas que querem ver se determinado produto vai dar certo ou não, se o público vai gostar. Mas existem outras formas, por exemplo, uma determinada marca patrocinar algum segredo ou item especial de um jogo, como a Adidas já fez em um jogo de basquete onde ela dava a oportunidade de mais 5 jogadores secretos se você completasse a Adidas Quest, isso influencia positivamente a percepção do jogador com a marca.

Enfim, esse post é mais um overview do que se deve e do que não se deve fazer e espero que ajude os Gamedevelopers que lêem o Meio Bit, a desenvolverem espaços publicitários de qualidade em seus jogos, ou advergames de qualidade.

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