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Os mundos abertos e faça a coisa certa (ou não)

19/03/2008 às 11:25

Me desculpem os que pensam de maneira diferente, mas eu gosto do Grand Theft Auto. Talvez não seja nem o jogo em si, mas uma característica presente nele e que se tornou uma das coisas que mais aprecio em um game: os mundos abertos.

Acho fantástico a possibilidades que jogos com mundos abertos nos dão. Games como a série GTA permitem que façamos (quase) tudo dentro do jogo. Se você quer cumprir as missões, ok, vá lá e cumpra. Se quiser apenas dar uma volta de carro, isso é possível. Arrumar briga com alguém? É só começar. Causar o maior caos na cidade e tentar fugir da polícia depois? Porque não?

Mas o que mais me encanta nos games que nos permitem caminhar por mais lugares do que apenas aqueles corredores estreitos ou cenários com barreiras invisíveis é a possibilidade de apenas não fazermos nada. Isso mesmo. Acho legal ficar simplesmente andando pelas cidades (ou mundos) deste games apenas para conhecer os lugares, para ver coisas que nem todos vêem.

Era isso que me fazia ficar andando por horas e horas sem rumo no GTA: San Andreas. Quem jogou o game sabe que o ambiente do título é imenso e para conhecermos tudo você tinha que simplesmente esquecer das missões. Some a isso a criatividade do jogador e é possível procurar o prédio mais alto da cidade apenas para pular de para-quedas ou descolar uma moto para fazer uma viagem cortando o mapa de ponta a ponta, no melhor estilo road movie. Já pensou ficar passeando pelos cenários de FPS comum, como Doom ou Quake? acho que não teria a menor graça, concorda?

Esta característica sempre foi o ponto que mais me atraiu nos MMORPGs, visto que a maioria deles possuem mundos imensos, mas a falta de liberdade nas ações sempre acabou me desanimando um pouco. Por isso, resolvi comprar o Oblivion para o Xbox 360. Mesmo tendo jogado pouco mais de uma hora no pc, o jogo sempre me chamou a atenção pela idéia de que nele podemos realizar atitudes das mais variadas possíveis, como se tornar um vampiro, comprar casas, ser bom ou mal, realizar missões das mais variadas possíveis ou simplesmente arrombar uma casa e roubar um prato (!?!).

Lembro da primeira vez que joguei o inacreditável Shenmue e como era fantástico ter que viver na pele de uma pessoa comum, tendo que trabalhar, dormir e ter que prestar a atenção no relógio para pegar o ônibus. Eu sei que desses problemas todos nós já estamos cheios e que nós ligamos nossos consoles para nos divertir, mas a genialidade minimalista por trás de jogos como o de Yu Suzuki nós faz pensar que os videogames não precisam ser apenas salvar o mundo do ataque de alienígenas neonazistas.

A idéia de termos um "universo paralelo (quase) real" em um jogo é algo que realmente me fascina e goste você ou não, mundos assim parecem estar se tornando uma constante nos videogames e acredito que em breve a maioria dos jogos serão assim. Onde poderemos escolher qual gênero gostaríamos de jogar dentro de um mesmo título.

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