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RPGs: Duração ou qualidade?

11/03/2008 às 11:29

O site NZGamer publicou uma matéria onde eles questionam a duração e a qualidade dos RPGs atuais. É inegável que a principal característica de um bom role-playing game é sua história e muitas vezes as produtoras acreditam que apenas acrescentar algumas dezenas de horas a mais no jogo fará com que seu enredo se torne interessante e acabam esquecendo que isso pode ter um efeito inverso.

Atualmente não é difícil encontrarmos jogos do gênero que se aproximam ou até ultrapassam a marca de 100 horas. É normal algumas pessoas acharem que bons RPGs precisam ter uma duração longa, já que no contrário a história se torna superficial.

É evidente que isso não passa de preconceito pois muitos são os games considerados curtos que exploram satisfatoriamente seus enredos. Só para ficar nos mais recentes, basta lembrar do fantástico Fable. Se formos buscar mais atrás, muitos são os RPGs que não passavam de 30 horas.

Temos que levar em consideração também que na maioria dos casos, os jogos ditos mais extensos utilizam várias side quests que nada acrescentam ao enredo. O interessante é que muitas pessoas acabam acreditando que jogos longos possuem um custo/benefício maior, o que não representa necessariamente a realidade.

Algo que acho relevante é o fato de que a maioria das pessoas não possuem muito tempo para jogar e games com durações muito extensas podem acabar assustando muitos jogadores. Mesmo assim concordo que títulos como os últimos Final Fantasys, Dragon Quests ou mesmo o infindável Oblivion proporcionam uma imersão maior, já que prendem o jogador por mais tempo em seus universos.

Eu acredito que o ideal seria um meio termo. Produções que possuem em média 40 horas de duração podem ser considerados jogos longos para aqueles que não podem se dedicar por muito tempo a um jogo, mas que não são impossíveis de serem terminados. Com este tempo também é possível desenvolver um história satisfatoriamente, desde que o game tenha bem equilibrada a parte de batalha e exploração.

O importante é que o roteiro prenda o jogador. Se além disso o jogo tiver gráficos fantásticos e uma trilha sonora que envolva, podemos dizer que o RPG conseguiu cumprir sua tarefa e provavelmente figurar entre os melhores que o jogador experimentou.

[via NZGamer]

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