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Wii, XBox 360, Halo 3 e Atari

chiefwalk

Esses dias, fui convidado por um amigo a jogar umas partidas de video-game. Como somos fãs de jogos mais antigos, imaginava passar a tarde com os clássicos shoot'em up do

30/01/2008 às 5:48

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Esses dias, fui convidado por um amigo a jogar umas partidas de video-game. Como somos fãs de jogos mais antigos, imaginava passar a tarde com os clássicos shoot'em up do Neo Geo ou alguns variados do M.A.M.E. (Raiden!). Para minha surpresa, ele havia comprado um XBox 360 e um Wii! Horas de diversão garantida!

Depois de passar por uns... 20 jogos, avaliando a jogabilidade, o som, a parte gráfica e, claro, me divertindo a valer, cheguei à conclusão de que sou mesmo um jogador limitado: meu negócio é 2D. Ou, no máximo, simuladores de corrida ou espaciais. Portanto, não vou avaliar aqui os jogos nem ponderar sobre as capacidades dos consoles: isso já foi feito à exaustão. Talvez valha a pena falar do Bioshock e do HALO 3, mas o Dori se encarrega disso daqui a alguns dias. Aliás, quem sabe nós não sorteamos o HALO 3 se vocês votarem no Meio Bit como melhor blog de tecnologia lá no Prêmio iBest?

O que quero enfatizar é que a nova geração de consoles perdeu algo fundamental: o imediatismo da diversão. No Atari 2600 (ok, sou velho mesmo) e nos Nintendinhos diversos, bastava juntar os amigos, espetar o cartucho e ligar. Simples assim. Nada de esperar o carregamento, longos filmes, aberturas demoradas (que nem sempre podem ser canceladas), configuração de "profiles" ou conexão a alguma rede. Era diversão imediata, pura e simplesmente.

Mas como não quero passar por um velho rabugento, também tenho elogios a fazer ao XBox 360. Apesar de preferir o Wii, que tem jogos com espírito mais divertido e leve, o console da Microsoft subiu no meu conceito. Claro que o exemplar que estava à disposição não era um modelo básico: tinha joysticks wireless e saída HDMI (se bem que já nem sei, pois me perco facilmente entre as variações de consoles) e o telão de... muitas polegas juntamente com o som surround 5.1 ajudaram bastante. Apesar do aquecimento exagerado, o potencial gráfico impressiona e o som é praticamente perfeito.

Dou como exemplo HALO 3: não gosto muito de jogos em primeira pessoa e ter dois controles analógicos, mais os botões, é muito para a minha mente simples (lembram do joystick do Atari 2600? UM botão era tudo de que se precisava...). Mas a qualidade gráfica e sonora me cativaram e arrisquei algumas partidas. A dublagem (sim, o jogo é em português, original) comete o pecado de carregar demais no sotaque carioca mas ajuda a aliviar o cérebro do trabalho extra da tradução. Novato que sou, morri facilmente várias e várias vezes, mas confesso que me diverti muito. O jogo tem mesmo uma ótima produção e os detalhes da paisagem são de cair o queixo.

Sei que a maioria aqui já sabe disso, mas o objetivo é mostrar ao público leigo que vai comprar seu console de última geração ou ao àquele que tem dúvidas quanto à escolha, o que pode esperar. Sem contar os que estão afastados dos consoles há algum tempo e têm considerado a volta como uma opção mais barata à atualização constante do PC (que é o meu caso também).

Já o Wii leva uma óbvia desvantagem na parte gráfica, incomparavelmente menos refinada. Mas tem a vantagem de ser mais "família", empolgar mais gente. Por exemplo, enquanto jogávamos XBox 360, éramos três. Quando passamos para o Wii, mulheres e crianças fizeram fila! Então, se a idéia é brincar descompromissadamente, o console da Nintendo é a escolha ideal.

No final das contas, porém, o Atari era o que me dava mais prazer: era só plugar o cartucho e jogar. E rodamos o Stella para passarmos mais algumas horas embalados por River Raid, H.E.R.O., Sea Quest e Yars' Revenge.

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