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Xbox é obra do capeta

22/01/2008 às 2:59

Ao menos é o que acredita a autora de um artigo publicado na versão eletrônica do conceituado jornal inglês The Times. Para quem achava que o ápice da imbecilidade já havia sido atingido, eis que surge um forte candidato ao troféu, na forma da jornalista Janice Turner. Assim como um certo jornalista brasileiro, Janice critica coisas que não conhece, tece argumentos descabidos, cai em ótimas contradições e disserta sem chegar a lugar algum. Só pra ter uma idéia, o título de seu texto é Xbox é crack para crianças, curto e grosso como todo bom inglês.

Não pude deixar de lembrar Karl Marx, que lá pelo século XIX afirmava que a religião é o ópio do povo. Logicamente que a senhora Janice não dispõe do intelecto do revolucionário alemão, e nem mesmo se deu ao trabalho de conhecer o objeto de sua crítica, mas de qualquer maneira suas palavras causaram um grande alvoroço entre os leitores do Times: até o momento há, literalmente, 1 centena de comentários postados em resposta ao infeliz texto, a maioria esmagadora criticando a visão preconceituosa da autora.

Tudo começou com a Childwise, uma companhia de pesquisas que, depois de um estudo recente, concluiu que 4 a cada 5 crianças inglesas possuem televisores em seus quartos, e que gastam em média 5 horas e 20 minutos por dia com aparelhos eletrônicos. Até aí tudo bem, mas com base nesses dados Janice tirou suas conclusões e se pôs a escrever, atacando os videogames e a tecnologia em geral. "Enquanto a utilidade de meu computador é pouco além de uma máquina-de-escrever, eles (meus filhos) descobriram como gravar música, editar fotos, jogar xadrez, fazer filmes estúpidos de si mesmos com suas webcams e baixar músicas do Metallica". Apenas pela classificação que ela dá aos vídeos gravados por seus próprios filhos dá pra se imaginar o exemplo de mãe participativa, não? Ainda não passei pela experiência de um filho, mas posso imaginar maneiras mais inteligentes de se criar um. "Me recuso a comprar (para meus filhos) consoles portáteis, Xbox, Gamecube, PS2", diz ela. Proibir é fácil, que tal participar, dona Janice?

Se estiver com algum tempo de sobra, leia o artigo e tire suas conclusões. Aviso de antemão que você encontrará pérolas como "(videogames) são o Sudoku de Satan, crack para o cérebro. Mesmo o pior desenho animado ensina uma criança sobre personagem, trama, drama, humor, vida. Jogando videogames as crianças estão automaticamente aprisionadas no cérebro maligno dos criadores (de jogos)".

Céus, essa mulher só pode estar se referindo aos jogos de atari. Tudo bem, Enduro e River Raid eram um pouco fracos em enredo, mas ela deveria se atualizar. Alguém por favor apresente Final Fantasy à ela.

[via Eurogamer]

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