Meio Bit » Baú » Games » The Orange Box

The Orange Box

14/01/2008 às 19:32

"The deal of the century", é assim que a GameSpot e vários outros sites especializados em games estão chamando o incrível The Orange Box da Valve. E não é pra menos, você compra toda trilogia Half-Life 2 mais o divertidíssimo Team Fortress 2 e o "funde cérebro" do momento, Portal, por apenas $45 pelo Steam. Além desses atrativos todos ainda têm a
incrível quantidade de mods para a engine Source, vários deles gratuitos.

Não consigo pensar em um modo de falar sobre o novo Episode 2 isoladamente, pra mim os três jogos da serie Half Life 2 formam um único jogo quebrado em pedaços. Eu lembro quando terminei Half Life 2 e fiquei desapontado com aquele "final", ficou uma sensação estranha de não saber se ia ter uma continuação ou não. Foi quando o Episode 1 pareceu,
continuando exatamente de onde HL2 tinha parado e mantendo o estilo de jogo quase intacto, mesmas armas, mesma jogabilidade, mesmos gráficos e sons, a única diferença mesmo era que a Alyx agora nos acompanhava 100% do tempo,
e essa foi a mesma formula usada na passagem do Episode 1 para o Episode 2. Portanto quem já jogou algum HL2 não espere grandes inovações em questões técnicas, espere apenas ver o desenrolar da história com os personagens mais carismáticos que eu já vi em um FPS.

A missão de Freeman e Alyx agora é chegar até a base rebelde de White Forest com informações roubadas dos Combine e à tempo de ajudar no lançamento do foguete que destruirá o gerador de portais. Quase toda ação de Episode 2 se passa no caminho para a base rebelde White Forest, Alyx Vance continua acompanhando Gordon Freeman durante “quase” todo o percurso e em alguns momentos outros npc’s aparecem para ajudar.

Agora fazendo uma observação, Episode 1 foi muito curto e o Episode 2 também, com certeza a Valve percebeu a insatisfação dos jogadores com Episode 1 e por isso resolveu lançar Episode 2 num pack para realmente valer a pena o dinheiro investido.

Half-Life 2: Episode 2

(Nota Máxima: 5)
Gráficos: 4
Som: 3.5
Jogabilidade: 5
História: 5
Diversão: 5
Geral: 4.5
Complexidade: 3

Prós: Continuação imperdível da série HL2.

Contras: Jogo muito curto.

Há muito tempo atrás, quando eu achava que Quake era o melhor jogo para PC, surgiu um tal de “mod” chamado de Team Fortress, e hojeapro veitaram uma tal “engine Souce” para fazer Team Fortress 2. Divertido é a palavra que mais bem define esse jogo. O visual Cartoon, armas exageradas, a voz angustiada da narradora, poses de provocação e 9
classes com papeis muito bem definidos que forçam você a ter team-work para ganhar fazem desse jogo um dos mais viciantes de hoje. A mecânica do jogo é simples, capture ou defenda território ! Você pode ajudar seu time a ir pra frente capturando control points, para ganhar a rodada ou ser do time que apenas defende esse território até o
tempo acabar. Tem um modo que eu gosto muito que me lembra o jogo de tabuleiro War onde tem um mapa muito grande com vários mapas menores, cada mapa menor é uma rodada da partida, ganha quem capturar todo território ! Tem um modo “capture the flag” mas em vez de bandeiras você tem que capturar maletas do time adversário chamadas de enemy Intel.

Falando em classes, as 9 estão divididas em 3 papeis bem definidos. Ai vão elas:

Atack Class:

Scout – O ligeirinho das classes corre mais que todo mundo e consegue dar pulos duplos. Não é muito indicado para o combate frente a frente mas é muito bom para capturar control points e enemy Intel.

Soldier – Classe de ataque à longa distancia. A arma primeira é o velho e bom rocket laucher.

Phyro – Classe de ataque à curta distancia. Não tem muito life, mas seu lança chamas causa dano continuo ao inimigo.

Defense Class:

Demoman – Usa dois tipos de lança granadas, um deles dispara granadas que se fixam à superfície o outro dispara granadas normais, ambas explodem sozinhas depois de um tempo.

Heavy – A gatling gun dessa classe faz você pensar que ela serve para o ataque, mas apesar do exelente poder de fogo e quantidade de life, a mobilidade do heavy é a pior do jogo.

Engineer – O Engineer em si não tem nenhuma arma boa, mas ele pode construir Sentry Guns fixas para guardar passagens, teletransportes e estações médicas.

Suport Class:

Sniper – Quem não conhecer ou já jogou de sniper ? J Quanto mais tempo você passar mirando, mais forte fica o tiro e ele também tem uma sub-machinegun para se defender de inimigos próximos.

Medic – Se sua equipe não tiver um médico, ela já perdeu. Pode parecer uma classe chata de se jogar mas ela é muito importante para curar os aliados no meio do fogo cruzado.

Spy – A classe mais sacana do jogo. Ele pode se disfarçar de soldado inimigo, ficar invisível por algum tempo e desabilitar sentry guns ... há sim, ele mata com um facada pelas costas.

Team Fortress 2

(Nota Máxima: 5)
Gráficos: 4
Som: 4
Jogabilidade: 4.5
História: 1
Diversão: 5
Geral: 4
Complexidade: 4

Prós: Exige muito team work.
Contras: Os mapas são um pouco repetitivos.

Agora vamos falar um pouco da cereja do bolo, o inovador Portal. Acho que todo mundo aqui já viu vídeo no youtube ou pelo menos ouviu falar de Portal mas pra quem não ouviu ainda (Em que planeta você estava?) ai vai ...
Portal é um mix de FPS com Puzzle e Maze 3D. Você é um sujeito que acorda em uma cela no laboratório Aperture Labs (Concorrente de Black Mesa ... MEDO) e é “gentilmente convidado” pelo computador GLaDOS à fazer parte de uma pesquisa de raciocínio e inteligência passando por várias câmaras de testes. GLaDOS é um computador com voz feminina que lhe dá ordens sobre seus objetivos nas câmaras de teste, mas o modo como ele da informações e direcionamento é bem bizarro ... ta bizarro quanto as vozes das turrets de segurança ... uma frase que eu me lembro no jogo é mais ou menos essa “devido a falta de recursos devemos avisar que as armar utilizadas nos testes são reais, desculpe o inconveniente”, só jogando pra entender. J
Você passa o jogo equipado com a Portal Gun, uma arma que dispara feixes de energia azuis e amarelos que quando batem em alguma parede abrem portais da respectiva cor. Você pode entrar pelo portal azul e sair pelo amarelo e vice-versa, a diferença das cores é só para ter maior controle sobre seus portais. A grande sacada do jogo é o uso da física da engine Soucer para usar efeitos de momento sobre o uso dos portais, principalmente para gerar saltos enormes e atingir localidades aparentemente impossíveis. Tem partes que além de raciocínio para decifrar para onde você deve ir
também que ter reflexos rápidos para usar o portal certo na hora certa. E para aqueles que, como eu, acharam o history mode curto, não se desesperem. VocÊ pode baixar mais “câmaras de teste” na net e também tem desafios nas câmaras de teste avançadas.

Portal

(Nota Máxima: 5)
Gráficos: 4
Som: 3
Jogabilidade: 4.5
História: 2
Diversão: 5
Geral: 4.5
Complexidade: 5

Prós: Inovador.
Contras: History mode curto.

relacionados


Comentários