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Performance: como obter o máximo do seu disco rígido

03/08/2008 às 5:36

Esse é um assunto que sempre gerou curiosidade. É possível, através de formatação, obter uma performance superior? Com dois discos novos em mãos, eu optei pela configuração que permitiria o melhor aproveitamento do barramento SATA II, ou seja RAID 0 com 2 x Western Digital WD5000AAKS, de 500GB. Ou seja, 1TB para me divertir.

A placa-mãe possui um chip que a Asus comercializa como EZ Backup, para criar Raid 0 ou Raid 1 sem instalação de drivers ou software adicional. Tudo fica embarcado no chip. Fizeram o dever de casa. O EZ Backup configura tudo e o Windows reconheceu na hora e bastou mudar um jumper e nada mais. Os dois HDs, que custam menos de 200 reais cada, obtiveram performance superior aos caríssimos drives com 10.000 RPM.

O problema dessa abordagem é que a Asus pega 1 porta SATA 2, divide em 2 e coloca o chip de configuração no meio. É mais uma camada de hardware para os dados trafegarem entre o disco e o Southbridge ICH7 da Intel.

Resolvi tomar o caminho mais longo e instalar tudo do zero, com HDs conectados diretamente ao chipset da Intel. O resultado você confere na imagem.

burst_2-8-2008_16-56-36

Um pouco de teoria

mb_HardDrive_partition Quanto mais distante do eixo, os discos rodam mais rápido em relação ao centro e possuem tempo de pesquisa menor, taxas de leituras e escrita maiores. As partições são criadas de fora para dentro, ou seja, a primeira partição de um HD será a com melhor performance.

A idéia do particionamento é a seguinte: se você possui uma área menor de busca, o cabeçote de leitura percorre uma área mais restrita e por isso encontra dados mais rápido.

Compreendeu o princípio? O particionamento do HD é como separar uma cidade em zonas. Ao invés de mandar encontrar um bairro numa cidade inteira, você restringe a busca a uma região: Zona Oeste, por exemplo. É claro que o particionamento excessivo tem seus problemas, mas até 3 ou 4 partições por disco ajudam bastante.

Como configurar?

1. Utilize um aplicativo para medir a performance. Usei o HD Tach.
2. Use o gráfico gerado para decidir onde serão os pontos de maior e menor performance do disco
3. Crie as partições.

hd_tach_2-8-2008_16-56-14 acesstime_2-8-2008_16-56-46

No exemplo acima, podem ser criadas 3 partições:

- A primeira, com 500GB, teria as melhores taxas de transferência e busca. Ideal para aplicativos pesados, edição multimídia e games. O arquivo de trocas usado pelo sistema operacional deveria ficar nessa partição.
- A segunda, com 300GB, pode ser usada para aplicativos comuns, como browsers, aplicativos de escritório e utilitários em geral. A instalação do Sistema operacional ficaria nessa partição.
- A terceira, com 200GB, é o calabouço. Guarde nela tudo o que você usa pouco. Por exemplo, a pasta de downloads deveria ficar lá, assim como os instaladores de aplicativos. Sabe o Service Pack que você baixou e só vai usar ele quando for reformatar a máquina? É nessa partição que você guarda ele.

Decidi criar 2 partições apenas: 700GB e 300GB. Ela será usada para instalação de games e vou deixar os outros 2 HDs cuidarem da parte de trabalho. O restante será usado como repositório de aplicativos. Depois rodei o benchmark Sisoft Sandra Lite na primeira partição:

particionado_3-8-2008_02-33-31

Update: simplificação do texto e reescrita de trechos para melhor clareza. Isso é o que acontece escrever artigos 3 da manhã. 😉

Fontes: Radified

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