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Análise das baterias Duracell

01/08/2008 às 0:55

Como já falei, recebi para testes algumas baterias Duracell. O motivo foi o lançamento da linha "PowerPix", da linha "Duracell recarregável" e o relançamento da "Ultra M3".

duracellultra Vamos por partes. Primeiro, o modelo "Ultra M3". Já conhecia esta bateria e achava que apenas estava difícil encontrá-la nos pontos de venda. Mas como é um "relançamento", parece que não estava sendo importada. São baterias alcalinas, que fornecem energia através da reação do zinco com o dióxido de manganês, tendo uma boa capacidade de carga e vida útil.

Um diferencial da linha "Ultra M3" é justamento o indicador de carga.

Apertando nos pontos brancos das extremidades, uma barra amarela mostra a carga da bateria. Muito útil para evitar aqueles "saldos de estoque". Para usos eventuais, esta é a bateria indicada.

duracellpowerpix A linha "PowerPix" foi desenvolvida especificamente para uso em câmeras digitais. Tanto que na embalagem vem estampado "Até 200 fotos". Segundo a propaganda nacional, ela duraria até quatro vezes mais que as baterias alcalinas normais, como a Duracell Ultra. Já a propaganda americana fala em duas vezes mais. Baseadas da oxidação do Ni(OH)2, são "marketeadas" com o nome "NiOx" e me deixaram bastante curioso. Eu mesmo evitava comprar qualquer tipo de bateria mais cara que uma alcalina, por não acreditar nas promessas das embalagens... veremos abaixo se eu estava certo.

Estas são indicadas para quem usa mais frquentemente, especialmente câmeras digitais.

Por último, a linha "Duracell Recarregável". São baterias de níquel-hidreto metálico (ou níquel-metal-hidreto, NiMH), com capacidade de 2000 mAh, que segundo a fabricante, retêm até 75% da carga após o primeiro ano de uso e já vêm pré-carregadas. Ou seja: é tirar da embalagem e usar.

Recebi os modelos AAA e AA. Este último veio com um carregador "Value Charger" que demora de 6 a 8 horas para carregar até quatro baterias. Estas são indicadas para quem usa constantemente.

"Tirar da embalagem e usar? Sei...". Bem, vamos ao teste, verificar se a propaganda condiz com a realidade.

O pessoal debateu comigo qual seria a melhor forma de testar... alguns sugeriram ligar as baterias a um resistor e medir (a intervalos regulares de tempo) a tensão de queda para depois fazer um gráfico. O problema é que a corrente não seria constante (a tensão pode variar) e para o usuário "normal", não traria muita informação útil.

Minha idéia foi fazer como o Gilson mostrou outro dia: descobrir quantas fotos poderiam ser tiradas com cada par.

Primeira dificuldade: minha Canon A560 não pode ser controlada pelo computador (ao menos, não podia). Então, a solução foi colocar em modo de disparo contínuo, com o display e o flash habilitados e... segurar o "shutter". O que eu não faço pelos leitores... só no último teste (o das PowerPix) surgiu a dica de se usar o update de firmware para que a câmera aceitasse "scripts". Mas "emulei" o comportamento manual e o resultado foi o seguinte:

Claro que este teste não mostra um comportamento "normal" de um fotógrafo. É apenas uma simulação, mas mostra bem a diferença entre as baterias. Dele, é possível concluir que a propaganda não está errada: as PowerPix realmente tiram praticamente o dobro das alcalinas comuns e a linha "Duracell Recarregável" realmente vem com uma carga suficiente para se trabalhar, antes do primeiro ciclo.

Fiquei bastante satisfeito com os produtos, de um modo geral. Toda a linha Duracell é isenta de metais pesados e pode ser descartada em lixo doméstico, o que deve aliviar os ecologistas de plantão.

Como já é comum, vamos sortear o carregador e as quatro pilhas. O melhor comentário (sem choro, por favor) leva.

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