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Se licenciamento fosse ruim a Microsoft seria super mal-falada

13/06/2008 às 10:48

Se há um ramo onde a Microsoft vai muito bem, obrigado é na de dispositivos móveis, PDAs e celulares. Aparelhos como o lindo Sony-Ericsson Xperia-X1 estão fazendo muito Linuxeiro sair do armário, babando pelo bicho. O modelo de licenciamento da Microsoft foi pragmático, sem abrir mão da experiência do usuário: definiram um conjunto de requisitos para aparelhos licenciados com o Windows Mobile. Todos devem ter um mínimo de características, como microfone, X botões de hardware, valores mínimos de memória, enfim: uma arquitetura básica sobre a qual você pode expandir seu aparelho, mas garante que quem desenvolver para a plataforma não precisará gerar N versões de um executável, adaptando para cada aparelho.

Com isso temos centenas de modelos diferentes de celulares e PDAs rodando Windows Mobile, mas nenhum abaixo de um certo grau de usabilidade. A experiência do usuário é consistente.

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A facilidade de distribuição também é uma vantagem. A Nokia faz um jogo-duro tremendo para disponibilizar aplicativos, o mercado de desenvolvedores independentes é ínfimo, as ferramentas são horrorosas. Já a Microsoft, bem... Visual Studio, alguém?

A Apple insiste em não licenciar sua plataforma. Já se deram mal quando tentaram, é compreensível o receio, mas quando você vai em uma loja e compra uma cópia do OS X, vai em outra compra um PobreTosh, segue as instruções e instala, temos algo completamente fora do controle de Steve Jobs. E isso é ruim, ao menos para ele. Há uma demanda por Macs baratos, ou clones. Se a Apple assumir a postura de uma montadora, que tem veículos de grife no alto, e carros populares no fundo, todos sob a mesma marca, pode conseguir mais mercado, sem correr o risco de qualquer um montar uma gambiarra e vender como genérico.

Seria interessante se a Apple divulgasse uma plataforma de referência, à qual fabricantes teriam que aderir, para conseguir uma certificação OS X Compliant, por exemplo. A Apple venderia mais OS X, ganharia em royalties e faturaria em cima dos pobres coitados que não conseguem ter um Apple de verdade. Tudo bem, ninguém é perfeito. (Exceto nós, donos de Macs)

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