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Flash ou Silverlight ? Ou nenhum dos dois?

07/03/2008 às 15:03

O Flash reinou soberano por anos a fio nos browser de todos, e era a primeira (e única) opção para provimento de recursos que extrapolassem o hipertexto estático e sem graça na internet.
Passou por várias fases: Do início conturbado e lento, passando pela ascensão meteórica quando suportado pelo IE5, a chegada do Action Script no Flash5, a evolução da interface, a compra pela Adobe. Em nenhum momento desta história houve algum concorrente para o Flash, se tratando de animações para a web.

Claro que neste meio termo, a internet evoluiu. Os computadores evoluíram. A banda disponível saltou, a potência do hardware cresceu, e, acima de tudo, a web 2.0 chegou. E mesmo assim, o flash continuava lá, intacto, liderando, sem concorrência alguma.

Foi neste cenário que a Microsoft resolveu desenvolver o Silverlight. E, não obstante a concorrência da Bill & Ballmer’s, as alternativas feitas no próprio browser, sem necessidade de plugins específicos, desde o surgimento do AJAX e da evolução do Javascript, também se tornam uma opção viável no desenvolvimento de aplicações web 2.0.

Dada esta liberdade de escolha, que os desenvolvedores para web nunca possuíram, qual a melhor opção para aquele trabalho específico?

Silverlight, o ‘Flash Killer’?

Em hipótese alguma. O Flash continua sendo a única alternativa viável para o desenvolvimento via GUI de animações e banners. Para animar coisas no Silverlight, usa-se código (XAML), e as ferramentas de design que a MS nos proporciona hoje não batem a robustez do Flash CS3. O Silverlight vem bater de frente com o Flash na área das RIA (Rich Internet Applications), área que, querendo ou não, o Flash nunca fez muito sucesso, nem com o advento do Flex.

Nesta área, do desenvolvimento de aplicações web, o Silverlight tem realmente uma boa vantagem. O Visual Studio 2008 proporciona desenvolvimento de aplicações em Silverlight, os próprios recursos do produto da MS são mais robustos do que os da Adobe, e o ActionScript3, embora seja uma linguagem legal de se trabalhar, ainda perde para o C#, no meu ponto de vista. Some a isso o anúncio do Symbian e os Tablets Nokia rodando Silverlight, e o gigantismo da empresa responsável, é uma opção bem viável, para início imediato.

Uma terceira força.

Embora sejam insuperáveis pelos recursos apresentados, tanto Flash quanto Silverlight usam plugins. A possibilidade de se encontrar um browser sem Flash é remota, mas, existe. Além disso, o Flash é um programa caro, o Visual Studio também, e um desenvolvedor freelancer ou uma empresa pequena não costumam ter condições de arcar com tais custos. E ai, parte-se para o ‘HTML sem graça’?

Não. Frameworks de animação, efeitos e recursos de carregamento dinâmico como (não restritos a) o Mootools, jQuery e Scriptaculous, são gratuitos, open source, e não exigem conhecimentos avançados para sua utilização. Animações simples, transições, efeitos de menu e carregamento assíncrono de documentos que normalmente só seriam possíveis com a utilização do Flash, agora são viáveis sem o uso do mesmo. E estas opções para fuga dos plugins são extendidas ao mercado empresarial também: Alternativas ainda mais robustas, de construção de GUI e aplicativos dinâmicos rodando em um navegador web usando apenas javascript estão disponíveis: O Backbase, o Bindows e o open source Qooxdoo, para citar alguns. Quaisquer delas rodam em qualquer servidor web, e podem ser dinamizadas com qualquer linguagem server-side a sua escolha, o que expande seus tentáculos sem limitações. E ainda deixa o webdesigner freetard feliz, porque é possível trabalhar usando apenas ferramentas de código escancarado.

E o Java ?

É, e o Java. Um plugin de mais de 10mb, que gera aplicações pesadas e não possui recurso para animações. Bom, o Java é um cara legal, nunca fez mal a ninguém, gente boa...

Brincadeiras a parte, a Sun não é tonta e já está tomando suas providências.

Opiniões de partidários do Silverlight, e partidários do Flash, bem como dos partidários das alternativas em javascript.

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