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Bethesda sonha em se tornar a Pixar dos games

Executivo da Bethesda fala sobre como eles estão tentando se tornar a Pixar do game.

16/08/2013 às 10:30

skyrim

Eu gosto da Bethesda. Gosto principalmente dos jogos criados internamente por eles e penso dessa maneira pois, assim como a Rockstar, adoro a atenção que eles dão aos detalhes, sempre entregando jogos com mundos ricamente criados e sem se preocuparem muito em entupir o marcado com títulos que pouco trazem de variação em relação ao capítulo lançado no ano anterior.

Na minha opinião eles alcançaram um estágio que deveria ser almejado por outras companhias, mas se depender das pessoas responsáveis pelo estúdio essa qualidade só tende a aumentar, conforme revelou Pete Hines, vice-presidente de marketing da Bethesda.

Não queremos ser conhecidos por um gênero. O The Elder Scroll é a joia da coroa e provavelmente sempre será, mas isso não significa que não podemos continuar evoluindo e crescer em outras áreas com jogos que compartilhem de sensibilidades comuns. Por exemplo, nos orgulhamos por ser uma companhia que faz jogos single-player quando outras não fazem…

Queremos ser conhecidos por continuar inovando, por focar em alguns títulos chaves feitos muito bem, com um alto nível de qualidade, para então partir para a criação de outro. Querer ser algo como a Pixar dos videogames não é uma coisa ruim… Quando você jogar um game da Bethesda, que haja algo nele que o faça sentir que aquele é um jogo da Bethesda.

Hines no entanto deixou claro que os jogos criados por eles não podem apenas ser um sucesso de crítica, mas também comercial e citou como exemplo o Dishonered, que na sua opinião não fez sucesso apenas por ser um ótimo jogo, mas por ter sido jogado por muita gente e que por isso se sente feliz por não ter precisado ter uma conversa com o pessoal da Arkane sobre o game que fizeram e que ninguém jogou.

Ninguém aqui será bobo a ponto de duvidar que outra desenvolvedora não almeja algo parecido, mas acredito que eles estejam no caminho correto e numa época em que os estúdios tentam sugar o máximo possível de suas franquias, seja lançados um jogo após o outro (Ubisoft, tá ouvindo?) ou até arriscando levá-los para outros gêneros (agora é com você Deep Silver), é muito bom ver que ainda há empresas que, pelo menos no discurso, miram na qualidade.

[via Polygon]

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