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Intel acredita no mercado de desktops e diz que “nunca houve melhor época para comprar um PC”

“Nós estamos vencendo”: ao contrário de todas as pesquisas, dados levantados pela IDC a pedido da Intel dizem que agora é o melhor momento para comprar um desktop

15/08/2013 às 11:34

Muhammad-Saeed-al-Sahhaf

O mercado de computadores pessoais está definhando a olhos vistos. No Brasil nem tanto, mas lá fora os notebooks estão indo ladeira abaixo junto com os desktops. Dispositivos mobile abocanharam o mercado com gosto e por um longo período, e as fabricantes vêm reportando quedas acentuadas. Até a Apple perdeu vendas.

Entretanto a Intel não acredita que o mercado de PCs vai se deteriorar. Em evento realizado na última terça-feira no estádio do New York Yankees, a empresa apresentou números de uma pesquisa encomendada por ela à IDC, realizada com 3.977 adultos no mês de junho. O resultado, segundo a Intel? "Nunca houve um melhor momento para comprar um PC".

Vamos aos números:

  • 97% dos entrevistados ainda consideram o PC o dispositivo principal;
  • desses, 41% pretendem comprar um novo PC no prazo de um ano. O número sobe para 54% entre pais e representantes da chamada Geração Y (nota pessoal: sério mesmo?);
  • segundo a pesquisa, quando perguntados sobre o que eles deixariam de fazer para não ficar sem usar um PC por uma semana, 73% não fariam exercícios, 71% abririam mão de doces, 65% se absteria do café (fala isso para um programador), 55% ficaria sem TV e 33% sem carro. Em outras palavras, o PC é parte intrínseca da vida dessas pessoas.

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Um detalhe curioso entre os entrevistados é que a grande maioria possui um computador de mais de quatro anos, o que em teoria invalida a afirmação inicial da Intel, pois para esses consumidores, adquirir um novo PC agora é imperativo.

Ah sim: ainda que o evento tenha servido para afirmar que o PC não morreu, a Intel exibiu diversos ultrabooks de marcas como Lenovo, Toshiba, Dell e Sony, todos equipados com a mais nova geração de processadores. Inclusive haviam modelos como o Dell XPS 12 e o Lenovo Yoga, aqueles que se desdobram para ficarem parecidos com... tablets. 🙂

Ninguém questiona o fato de que um PC ainda é superior em diversas tarefas, em outras é indispensável. Mas a queda vertiginosa das vendas mostra que a grande maioria está satisfeita com smartphones e tablets, quando muito ultrabooks, cujas vendas tem subido. Entretanto é bom frisar que um mundo pós-PC não significa sem-PC, ele apenas deixará de ser o centro das atenções e se tornará um produto de nicho, mais para profissionais e gamers hardcore. Para todos os outros um tablet é mais do que suficiente - e mais barato.

Fonte: AllThingsD.

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