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Depois de um rim, pesquisadores criam coração de rato funcional com células-tronco humanas

Cientistas conseguem cultivar células-tronco de modo a produzir coração de rato capaz de bater de 40 a 50 vezes por minuto

14/08/2013 às 9:29

Este coraçãozinho é de uma pesquisa realizada em 2008

Há algum tempo atrás divulgamos por aqui a notícia de que cientistas do Hospital Geral de Massachusetts haviam conseguido produzir um rim de rato em laboratório após utilizar o esqueleto de colágeno do órgão original e cultivar células especializadas. A técnica deu tão certo que o rim foi capaz de produzir urina, mesmo após transplantado.

Agora uma equipe da Universidade de Pittsburgh desenvolveu uma técnica semelhante e conseguiu criar um coração funcional. A diferença é que foram usadas exclusivamente células-tronco humanas de um doador adulto para isso.

O procedimento é praticamente o mesmo que vimos com o rim: os cientistas cultivaram células-tronco pluripotentes induzidas (chamadas de células iPS, tipo de célula conseguida artificialmente através da estimulação de células adultas comuns, como as epiteliais) e as induziram a se transformarem em células cardiovasculares. Um coração de rato foi "lavado" a fim de que os tecidos vivos fossem removidos, deixando um esqueleto de colágeno que preserva as estruturas do órgão. As células foram então transplantadas e o coração foi posto para "cozinhar".

Após algumas semanas e com o acompanhamento constante, as células se especializaram e reconstruíram o órgão, que se contrai num ritmo de 40 a 50 batidas por minuto. Ainda é um número tímido, mas é um resultado considerável. A pesquisa foi publicada na Nature.

Diferente da pesquisa do rim que usou um conjunto misto de amostras, esse coração foi produzido apenas com células-tronco humanas produzidas a partir de células comuns adultas, o que o difere de pesquisas anteriores que conseguiram resultados semelhantes, mas utilizaram células embrionárias. No futuro poderá ser possível desenvolvermos órgãos humanos com células sadias do próprio paciente, o que acabaria de vez com a necessidade de transplantados dependerem de imunossupressores. Basta termos o molde.

Fonte: The Verge.

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