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Campus Party - Primeiras Impressões de uma blogueira de negócios

13/02/2008 às 0:10

Em resposta ao post do Leo sobre "O que rola na Campus Party?" e alguns comentários gerados, vou colocar o Campus Party como eu o vejo hoje:

Há realmente a parte adolescente presente (mas quem não é uma eterna criança se cresceu jogando Atari, Master System, Mega Drive, Nintendo64, Playstation2, Wii entre outros), afinal de contas, quem nunca jogou no arcade?

O Desenvolvimento de Jogos vem criando tecnologias cada dia melhores e de maior qualidade, seja para lazer (games), seja para treinamento de médicos na área cirúrgica (simuladores) - e aqui passam senhores uniformizados de pelo menos 2 das forças armadas brasileiras - mas lamento que confundam simuladores com games em geral;

A área de Desenvolvimento de Software chama atenção (afinal de contas, que software não tem de ser feito assim? ou que necessidade não pode ser customizada?),

A Robótica atrai os profissionais (a maioria engenheiros) interessados em mecânica, novas concepções, incrementos e alguns curiosos;

Claro que há divulgação de empresas de diversas áreas em TI: Telefonica (praticamente em cada local que os olhos batem), Intel (que trouxe blogueiros de aluguel), Yahoo (com proposta de concessão de licença para destaque sobre o evento), para citar alguns, mas realmente todas parecem voltadas muito mais ao cliente pessoa física, do que a jurídica desenvolvida (sem contar os empreendedores). Eu realmente me pergunto por que não conciliar mais novos empreendimentos e desenvolver mais incubadoras?

Ah! E a blogosfera - ah! a blogosfera - animada entre os poucos rostos conhecidos, com espaço para tietagem, divulgação de todo tipo de blog - eu, por exemplo, estou sentada ao lado de uma blogueira na área de meio ambiente que odeia ecochatos e palestras que objetivam gerar um conceito mais claro para quem não está no meio. No jargão administrativo: falta proposta de valor agregado.

Enfim, é claro que ainda falta um foco maior de corporações para corporações, ou melhor: ainda se investe muito pouco em start-ups ou teme-se em investir (talvez por causa da velha bolha americana na área) ou realmente ainda falta interação entre grandes e pequenas empresas para mesclar negócios - minha hipótese ainda está sob formulação.

Também acredito que muita gente pensou que a Campus Party era uma Fenasoft ou outra feira de tecnologia feita no Brasil. Infelizmente ainda há gente que acha se trata de um evento com 3.000 pessoas desocupadas - o que é lamentável sob meu ponto de vista, pois você acha que um blogueiro como o Cardoso é um desocupado? Quem acha, precisa rever os seus conceitos.

De fato, até onde pude perceber, o Campus Party é um espaço para se ver novas tecnologias nas diversas áreas que mais demandam ou ofertam tecnologia, no qual pode-se realmente ver o rosto do outro (seja profissional ou não) e, isso, é o que mais falta: interação real e imediata.

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