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Um em cada 4 iPhones foi desbloqueado

30/01/2008 às 13:35

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Eu sei que vai parecer teoria das conspiração, mas eu acho que a facilidade de desbloquear o iPhone foi proposital. O próprio bug na manipulação de TIFFs, que deu origem ao desbloqueio por software foi descoberto com muita facilidade.

Fabricantes de telefones sabem fazer aparelhos complicados de desbloquear. A Motorola é notória nessa prática. Travar por hardware o iPhone a uma única operadora é algo que a Apple poderia ter feito, visto que trabalha com contratos de exclusividade.

As exigências de bloqueio são algo vindo direto da mente maligna das operadoras de celular. Na penúltima Wired há uma longa matéria contando a história do iPhone. É um pesadelo, a idéia de um aparelho sincronizando com o iTunes, SEM que as músicas fossem baixadas pela rede de dados deles era inconcebível, mas a idéia de se associar com a Apple era boa demais, por fim cederam.

O fato de 1 em cada 4 iPhones estar desbloqueado não pode ser atribuído aos consumidores geeks, pois como bem-dito por um leitor, o público-alvo da Apple é o sujeito descolado, não necessariamente tecnicamente hábil. Pombas, a Paris Hilton e a Britney Spears tiveram um iPhone. Conseguem imaginar a Paris Hilton tendo inteligência suficiente para acessar www.jailbreakme.com e clicando em "unlock my iPhone"? É, nem eu.

Eu diria que a maior parte desses iPhones desbloqueados NÃO está nos EUA. Estão no Brasil, na Europa, no Japão e em qualquer lugar onde haja geeks com vontade de ter um iPhone, e não atingidos pela Apple.

Será que a longo prazo isso é bom? Hoje compra-se iPhone em qualquer canto nas grandes cidades do Brasil. Sempre tem alguém que traz, vende ou intermedia. Sendo um aparelho caro, seu mercado é minúsculo, em países como o nosso. Assim, quando a Apple trouxer o iPhone para o Brasil, e ele não vender nada por todo mundo já ter o seu, de quem será a culpa? Ou vão dizer "viram? iPhone não vende no Brasil, nós avisamos".

PS: A foto da matéria é a Miranda Kerr na festa de lançamento do novo Blackberry. Notem que não é só a Apple que tenta vender a imagem de descolada. Todos os fabricantes fazem festas, eventos e coquetéis de lançamento de seus produtos da moda, geralmente convidando (e em alguns casos pagando) celebridades para prestigiar o evento. Que a RIM faça isso com o Blackberry demonstra que o mercado corporativo deixou de ser sua única área de atuação. Melhor para todos, concorrência é sempre bem-vinda.

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