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Estúdios falam sobre as vendas no Ouya

Com opiniões diversas, desenvolvedores falam sobre como estão as vendas de jogos no Ouya neste início.

26/07/2013 às 10:00

ouya_24.07.13

Antes de chegar ao mercado o Ouya podia despertar muita desconfiança por parte de algumas pessoas, mas não há como negar que na teoria a ideia de termos um console mais aberto era interessante, permitindo assim que qualquer desenvolvedor independente pudesse publicar seus jogos e lucrar sem ter que dividir os ganhos com editoras poderosas – apesar da fabricante ficar com 30% das vendas.

Agora, com pouco mais de um mês desde seu lançamento oficial, o site Gamasutra fez uma pesquisa com alguns estúdios que disponibilizaram suas criações na loja virtual do aparelho e o que alguns deles disseram é que as vendas estão preocupantemente bem abaixo do que esperavam.

Um dos que reclamaram da plataforma foi Ryan Wiemeyer, mente por trás do Organ Trail. De acordo com o game designer, enquanto o jogo vendeu mais de 400 mil cópias em outros sistemas, no Ouya ele só alcançou 501 unidades, apenas 3,8% em relação ao número de vezes que a versão de testes foi baixada e por isso questiona se valeu o esforço para o fazer funcionar com controle. Para E Mcneill o seu Bombball tem lhe rendido uma média de US$ 30, mas mesmo sabendo que seria difícil vender o game devido à sua proposta, ele imaginava que o retorno seria maior, não tendo negado sua frustração.

Quem não se mostrou tão insatisfeito foi Adam Spragg, criador do Plain Sight. No Ouya o jogo rendeu pouco mais de US$ 4 mil, valor referente as 1900 cópias vendidas, sendo que a partir de um mínimo de US$ 1 os compradores poderiam pagar o valor que achassem justo, mas o criador afirmou que não esperava muito. Outro com opinião semelhante foi Shay Pierce e o jogo Foddy's Get On Top, cujas 520 vendas nas primeiras 24 horas lhe deram US$ 728 e como as pessoas podem jogar gratuitamente uma rodada do game há cada dia, só gastam com ele aqueles que querem se ver livres da limitação.

Sobre as qualidades do Ouya, a maioria dos entrevistados elogiaram a facilidade em adaptar jogos para a o videogame e a maneira como a equipe responsável pelo aparelho apoia os desenvolvedores, sempre prestes a dar todo tipo de ajuda, além da visibilidade que estão recebendo.

Ou seja, como bem disse David Marsh à Edge, já que o custo de adaptação para o Ouya é relativo pequeno, qualquer estúdio que tenha levado seus títulos para o Android deveria dar uma chance ao console, pois mesmo que ele não se mostre a sua principal fonte de renda, é bom ter suas criações disponíveis na maior quantidade de lugares possíveis.

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