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A Valve e sua mina de ouro em forma de cartas

Com cartas colecionáveis para os jogos, Steam encontra mais uma mina de ouro e todos comemoram.

18/07/2013 às 13:00

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Mesmo sem causar muito alarde, há alguns meses a Valve começou a testar uma nova função do Steam que dava algumas cartas virtuais aos jogadores. Sem ter entendido muito bem qual era o intuito daquela inciativa eu confesso que não vi muita graça na brincadeira, mas nos últimos comecei a perceber o quão “maquiavélica” era a ideia.

Funcionando basicamente como uma maneira de introduzir microtransações ao serviço de distribuição digital em si, as cartas a princípio foram disponibilizadas a um seleto grupo de pessoas que podiam ganhá-las apenas ao passar algum tempo jogando. A grande sacada no entanto é que cada título só permite que um certo número desses itens sejam ganhos, nos forçando a recorrer ao comércio para completar um conjunto, que por sua vez pode ser trocado por medlhas.

Como esses decks dão alguns prêmios aos colecionadores, como experiência para aumentarmos nosso nível na loja, fundos para os perfis, emoticons, cupons de descontos para a compra de jogos ou mesmo pacotes com mais cartas, deu-se início a uma corrida para se obter o maior número possível de cartas e caso ainda não tenha imaginado, as únicas maneiras de conseguir mais delas do que os jogos nos dão é trocando ou comprando de outros jogadores e é aí que entre o pulo do gato dado pela Valve.

Acontece que cada vez que vendemos uma dessas cartas no mercado temos que pagar uma porcentagem para a empresa e como uma grande quantidade de jogos passaram a contar com esses pequenos “troféus” desde que a promoção de verão teve início, é fácil imaginar a quantia de dinheiro que eles devem estar ganhando sem fazer muito esforço, pois além dessa comissão o valor que o vendedor recebe é convertido em créditos, que adivinhe? Devem ser gastos na própria loja.

No fundo o conceito por trás das cartas é bom para todo mundo, já que ganham os vendedores, que podem lucrar com a venda de itens repetidos ou que não lhes interessam; ganham os compradores, que ao completar um deck podem levar alguns brindes; ganham as desenvolvedoras, que ficam com uma fatia das vendas e ainda aumentam as chances de vender mais títulos; e obviamente ganha a Valve, que encontrou mais uma forma de lucrar, dessa vez com a venda de itens que na prática não influenciam em nada os jogos.

O mais interessante disso tudo é que essa novidade em nada incomoda aqueles que não estiverem dispostos a participar dela, além de dar uma bela lição à toda indústria de como um bom conceito pode render muito dinheiro aos criadores, pois eu não tenho dúvida de que com essa simples ideia eles faturarão alguns milhões de dólares, mesmo que seja de grão em grão.

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