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Essa coisa de impressão 3D pode ir para o espaço. Mas no bom sentido.

NASA utiliza lasers precisamente calibrados para imprimir peças de foguetes em 3D.

16/07/2013 às 11:28

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A gente tem falado bastante sobre impressoras 3D aqui no Meio Bit e vamos continuar acompanhando a evolução deste tipo de tecnologia. Isso porque a cada dia que passa vemos produtos novos que surpreendem, causam excelente impressão (turum psss), e que podem ser úteis para pessoas das mais variadas áreas de atuação. De arte a brinquedos. De embalagens simples e injetores de foguetes da NASA.

Pois é: No começo deste mês a Agência Espacial Americana começou a testar um foguete com injetor de combustível novinho. Nas imagens divulgadas pela NASA, podemos ver as labaredas saindo do foguete, o que mostra que os testes foram um sucesso. Tá, isso não prova nada, mas o ponto não é esse. O importante não é o foguete em si, mas a maneira como este injetor foi criado.

O processo escolhido é chamado de "Selective Laser Melting", uma forma absurdamente avançada de impressão em 3D. Durante o processo, raios lasers super potentes, calibrados de forma cirúrgica, derretem e fundem pó de metal dando origem a formas de três dimensões. É uma ideia muito parecida com o que já se faz para imprimir bicicletas de titânio, por exemplo.

E este laser seletivo não só é preciso (PEW-PEW-PEW), como vai economizar um bom tempo e muito dinheiro da NASA quando comparado ao método tradicional de fabricação das mesmas peças. O que normalmente demoraria 1 ano para ser feito, pode ser produzido em apenas 4 meses, custando 30% do que é gasto atualmente. Nada mal para uma organização que anda reestruturando os gastos para um orçamento ligeiramente mais apertado.

"A NASA reconhece que tanto na Terra, e potencialmente no espaço, esta fabricação otimizada pode ser o fator decisivo para novas missões, reduzindo o tempo de produção e custo ao 'imprimir' as ferramentas, peças dos motores e até mesmo uma espaçonave inteira." - diz Michael Gazarik, Chefe de Tecnologia Espacial da Agência em Washington.

A impressão 3D, nestes termos, pode significar que o estudo do espaço evolua como nunca antes na história deste planeta.

Fonte: NASA.

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