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Índia encerra serviço de telegramas

Índia, aquele paraíso tecnológico futurista que bota o Japão no chinelo aboliu o serviço de telegramas, economizando US$23 milhões/ano. Enquanto isso, em um certo país sulamericano...

16/07/2013 às 6:15

telegrafoindiano

OK, crianças, o Tio vai explicar como era o mundo na Idade das Trevas, antes da Internet, no tempo em que DDD era novidade e havia um lugar chamado “Posto Telefônico”. Algumas vezes precisávamos mandar uma mensagem para pessoas em outra cidade, e as nuvens estavam baixas, impedindo os sinais de fumaça. Na falta de mensageiros a cavalo, usávamos algo chamado… “telegrama”.

Baseado em uma nova tecnologia batizada de “telégrafo”, o telegrama era uma espécie de Twitter entregue pelo Rubinho. Você escrevia um número mínimo de palavras (pois era cobrado por cada uma), essas palavras eram transmitidas através de sinais elétricos por cabos espalhados por toda essa indústria vital, e do outro lado a mensagem era impressa. Uma pessoa pegaria aquele papel e levaria até a casa do destinatário.

Em geral levava algumas horas, no máximo um ou dois dias para você abrir o envelope e descobrir se Odete havia morrido, se você havia sido aprovado na Escola de Zepelins ou se o fogo havia sido descoberto.

Hoje é seguro afirmar que ninguém com menos de 20 anos já enviou um telegrama. Provavelmente nunca recebeu um. Em época de comunicação instantânea global todo o processo envolvido é ridiculamente lento, desnecessariamente caro e injustificável sob qualquer aspecto.

Agora a Índia se tocou do absurdo de manter uma estrutura desnecessária, que consumia 23 milhões de dólares anualmente, e fechou as portas de seus escritórios telegráficos. Alguns dinossauros protestaram, mas não havia mais como justificar o gasto do serviço, fundado em 1851, 162 anos atrás. Até que durou bastante.

Enquanto isso, nosso serviço de Correios e Telégrafos continua firme e forte, é possível enviar telegrama via Internet, uma página custa apenas R$ 7,11; o que acho pouco, se contar como imposto cobrado de gente que vive… 162 anos no passado.

Fonte: BBC.

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