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The Last of Us dá headshot na pirataria

Reflexões sobre o sucesso comercial de títulos de qualidade e os cinco pontos levantados por Kim Dotcom para acabar com a pirataria.

11/07/2013 às 8:30

Headshot na pirataria.

Finish him.

A Sony Entertainment Computer America (SCEA) divulgou ontem que The Last of Us atingiu a impressionante marca de 3,4 milhões de unidades vendidas em menos de três semanas. Os números incluem ambas as versões, física e download do jogo. Apesar de a qualidade deste lançamento exclusivo para PlayStation 3 ser indiscutível, outros fatores contribuíram para o sucesso de vendas e o baixo índice de pirataria do título.

Basta dizer que, apesar de o jogo estar disponível em praticamente qualquer torrent tracker ou página de compartilhamento de arquivos, ele nem mesmo alcançou o centésimo lugar de título mais baixado neste período segundo estatísticas do TorrentFreak.

No ano passado Kim Dotcom, o controverso criador do finado Megaupload postulou, em um tweet, as suas regras de ouro para minimizar a pirataria:

E cara, se um maluco do porte do Kim fala em parar a pirataria, todos nós deveríamos prestar atenção. O caso de sucesso de The Last of Us é emblemático e seguiu religiosamente os quatro primeiros pontos elencados por Dotcom, exceção feita ao último item, já que o título é exclusivo para o PlayStation 3.

A qualidade é inegável, foi disponibilizado globalmente no mesmo dia (e com muitas opções de idiomas, português brasileiro inclusive) e por mais que não fosse possível encontrá-lo na loja física da esquina, sempre podia-se apelar para o download via PlayStation Network se a coceira na mão fosse incontrolável para jogar. Pode-se argumentar que o preço não é dos mais baratos, mas também não é dos mais caros, era possível encontrar o disco em lojas virtuais já no primeiro dia por menos de cem reais, o que se não é barato, mas está longe dos quase cento e oitenta reais que já vi cobrarem por lançamentos.

Salvo alguns casos onde a pirataria é endêmica e cultural (sério, se o cara precisa piratear um app de dois reais, que tipo de vida um mendigo desses deve levar?), eu acredito que quando as produtoras se esforçam, o público responde positivamente, pagando o preço justo por um bom produto, seja ele um filme, um aplicativo ou um bom jogo de videogame. E por mais louco que Kim Dotcom possa ser, eu o respeito por entender e acertar na mosca nesse assunto.

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