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Conheça Spaun, o simulador do cérebro humano capaz de realizar tarefas

Ele é capaz de reconhecer e lembrar números manuscritos por pessoas diferentes e copiá-los usando um braço mecânico. Também responde perguntas sobre números e completa séries numéricas após ver exemplos.

09/07/2013 às 14:00

David

Crédito da imagem: reprodução.

O Spaun, ou Semantic Pointer Architecture Unified Network, algo como rede unificada de arquitetura indicadora semântica, é um simulador do cérebro humano desenvolvido pelo professor Chris Eliasmith e seus colegas na Universidade de Waterloo, no Canadá.

Ele funciona através de dois milhões e meio de neurônios virtuais organizados em grupos funcionais, semelhante às regiões neurais do cérebro humano associadas com a visão, a memória de curto prazo e afins (a diferença é que nosso cérebro utiliza aproximadamente cem bilhões de neurônios).

O Spaun é alimentado com uma sequência de imagens em oito tarefas, processa a informação e decide qual ação tomar. Ele é capaz de reconhecer e lembrar números manuscritos por pessoas diferentes e copiá-los usando um braço mecânico. Também responde perguntas sobre números e completa séries numéricas após ver exemplos.

São tarefas simples, mas que capturam diferentes recursos da neuroanatomia e da fisiologia, incluindo a habilidade de perceber, reconhecer e executar procedimentos. Essas tarefas necessitam de um enorme poder de processamento, sendo necessárias duas horas de trabalho do computador para cada segundo de simulação do Spaun.

O surpreendente, segundo o professor Eliasmith, são os erros semelhantes aos cometidos por humanos. Ele tem dificuldade em lembrar listas de números muito grandes, e lembra melhor os números iniciais e finais das mesmas. Ele também hesita antes de responder perguntas, assim como humanos. Essas falhas podem ser úteis na construção de robôs, que com características mais humanas facilitariam a interação.

Esse é o melhor simulador do cérebro humano já construído e, segundo o professor Eliasmith, pode ajudar a estudar problemas cerebrais, como a morte de neurônios, na simulação do envelhecimento do cérebro humano. Também pode ser útil no desenvolvimento de robôs e aplicações multi-tarefa com inteligência artificial.

Fonte: Phis.org

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