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Para diretor criativo da Ubisoft, games não precisam ter um final

Diretor criativo da Ubisoft diz que um game que sido capaz de divertir mesmo sem ter sido finalizado é uma coisa boa, e que finais são secundários

02/07/2013 às 16:00

Assassin's Creed IV

Seja sincero: quando foi a última vez que você terminou um grande jogo? E depois de terminá-lo, você voltou a jogá-lo? O fator replay é suficiente para mantê-lo ligado ao jogo por mais tempo? E mesmo que não tenha terminado, você se sentiu satisfeito?

Pode parecer estranho, mas muita gente joga tantos títulos ao mesmo tempo que não consegue finalizar uma boa parcela deles. E quando o jogo tem um replay interessante, um final mataria a sensação de querer prosseguir nele. Para o diretor criativo da Ubisoft Jason VandenBerghe, o final é algo secundário e não é tão necessário quanto se pensa.

Em uma coluna publicada na Game Developer Magazine (e republicada pelo Gamasutra), VandenBerghe argumenta que a maior parte dos jogadores de hoje em dia não vai finalizar os games que jogam - e isso não é necessariamente algo ruim - para ele, é até bom. "A capacidade dos jogadores pararem de jogar quando quiserem é inerente ao formato. Isso não é ruim, é algo bom", diz. Ele lembrou que há vários games que não possuem final, como todos os MMORPGs e os arcades clássicos, além de dar exemplos de esportes como futebol e até pôquer.

O argumento que VandenBerghe defende é de que um game não precisa ter final para divertir o jogador, e nisso eu concordo. Para ele jogos deveriam ser vistos como loops, de modo a prender o jogador. Entretanto sua crítica não é contra os finais em si (onde ele diz que são parte importante da jogabilidade, além de na minha opinião ser a recompensa merecida pelo esforço), mas jogos que focam na história e não terminá-los é visto como um pecado. VandenBerghe diz que games assim são mais próximos de um filme, e que não deveria ser esse o caminho a ser tomado.

Eu concordo com ele em partes: é certo que os games devem fazer de tudo para manter a atenção do jogador nas mecânicas, mas um enredo bem contado também faz parte da diversão. Sleeping Dogs é um bom exemplo: eu nunca fui fã de sandboxes como GTA, mas esse game me ganhou pelo enredo. Mesmo que não seja tão cinemático quanto a franquia Metal Gear, é um jogo com boas mecânicas e enredo que prende o jogador, e o final dele é justo, de acordo com tudo o que aconteceu.

Para divertir um game deve ter boas mecânicas e fator replay convincente, e mesmo que você o termine ele deve ser capaz de satisfazer sua vontade, mas uma boa história também é essencial.

Fonte: Gamasutra.

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