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NASA encerrará missão de 5 anos mais bem-sucedida que a da Enterprise

A NASA está encerrando uma missão onde um motor funcionou por 5 anos e meio e não saiu do lugar. Mesmo assim, um sucesso.

28/06/2013 às 13:38

ds1

Em 1998 a NASA lançou uma missão ousada: A sonda Deep Space 1. O objetivo era testar um monte de novas tecnologias, e o resultado foi excelente. Não só cumpriu brilhantemente seus objetivos, como pela primeira vez fotografou de perto um cometa, mas o centro das atenções era a propulsão.

Ao contrário de foguetes químicos a DS1 usava um motor iônico, algo comum a fãs de ficção científica. O princípio é bem simples, tendo sido proposto inicialmente por Konstantin Tsiolkolvsky, em 1911. Nesse tipo de motor ao invés de uma explosão controlada, é usado um campo magnético para acelerar íons, átomos eletricamente carregados.

O resultado são partículas sendo ejetadas a uma velocidade muito maior que um foguete químico. A parte ruim é que exigem muita energia pra isso, no total geram um impulso que é uma fração ínfima dos foguetes tradicionais, mas enquanto estes só funcionam por alguns minutos e consomem toneladas de combustível, os motores iônicos funcionam, literalmente, durante anos.

Um foguete normal acelera por alguns minutos depois a inércia toma conta. Um motor iônico continua acelerando sem parar, e por menor que seja essa aceleração vai se acumulando. O resultado é que com pouco propelente dá pra fazer muita coisa. A Deep Space 1, com um peso total de 486 kg visitou dois asteroides e um cometa, durante 3 anos de missão.

Agora a NASA está encerrando o teste do NEXT - NASA Evolutionary Xenon Thruster, um motor iônico 3 vezes mais potente que o da Deep Space 1. O NEXT funcionou direto SEM PARAR por cinco anos e meio, acelerando átomos de xenônio a mais de 140 mil km/h. Nesse período ele “queimou” irrisórios 700 kg de propelente. Para conseguir a mesma aceleração um motor químico precisaria de 10 toneladas de combustível.

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Os motores iônicos já são uma realidade, além da DS1 várias outras sondas e satélites utilizam esse método de propulsão, e a NASA está estudando equipar a Estação Espacial Internacional com essa tecnologia. No caso, o VASIMIR. Se os testes forem bem-sucedidos economizarão centenas de milhões de dólares anualmente, pois elevar a órbita da Estação Espacial com motores iônicos consome 1/20 do combustível usado pelos meios tradicionais.

Fonte: SPI.

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