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[Review] - Motorola RAZR D1

Acompanhe nossa resenha do RAZR D1, o smartphone Android popular da Motorola que promete ser constantemente atualizado.

28/06/2013 às 11:25

RAZR D1

O D1 é o modelo de entrada da família RAZR. Para um low-end, vem bem equipado: processador de 1 GHz, 1 GB de RAM e já sai de fábrica com o Android 4.1 Jelly Bean. Além disso, tem recursos importantes nessa faixa de preço, como suporte a dois chips e TV digital e analógica.

Design

Se o RAZR D3 se confundia fácil com o RAZR i, o D1 é evidentemente o caçula da família. Assim como o D3, a traseira é em plástico imitando Kevlar, mas ao contrário dele, a tampa (e a bateria) é removível. Isso deve ter contribuído para o D1 ser o mais espesso, com 11 mm (9,8 mm no D3 e 8,3 no RAZR i).

Os dois chips SIM Cards ficam embaixo da bateria, assim como o slot micro-SD. Infelizmente, para trocar de cartão é preciso tirar a bateria.

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Embaixo da tela existem botões capacitivos iguais aos botões virtuais do Android, uma boa forma de evitar gastar espaço da tela.

O Google Now é acionado segurando o botão Home e clicando no ícone do Now. O sensor poderia reconhecer o gesto de arrastar para cima que é usado com botões virtuais (o Palm Pre fazia isso), mas por ser um low-end, falta espaço pra esses detalhes…

Hardware

O RAZR D1 vem equipado com um processador single core de 1 GHz. Assim como o D3, se trata de um MediaTek - aqui, o MTK6575

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A tela é LCD TFT de 3,5"; com resolução de 320×480. Falta um pouco de contraste, mas nada que prejudique o uso.

Apesar de ter TV, o D1 não tem nenhuma antena retrátil: ele usa o fone de ouvido como antena, assim como a maioria dos celulares fazem com rádio FM. Se o sinal estiver fraco, dá pra encaixar um amplificador de sinal na entrada de fones. Ele serve como extensor da saída P2: dá pra ligar seu fone de ouvido nele.

Em São Paulo, consegui boa qualidade de imagem sem o amplificador mesmo num trem em movimento. Já em lugares fechados ele se faz mais necessário.

Como tem se tornado tradição nos aparelhos da Motorola, a bateria não decepciona: no meu uso habitual - navegação/redes sociais por cerca de duas horas, música durante 3 horas, 3G, Wi-Fi e GPS ligados o tempo todo - ela durou pouco mais de 12 horas.

Em uso mais leve - sem música, com navegação mais ocasional e apenas 3G e Wi-Fi ligados - o D1 aguentou mais de um dia e meio sem descarregar. Em standby, mas ainda conectado ao Wi-Fi e recebendo notificações e updates do Google Play, chegou a marca de 2 dias e 13 horas.

Software

Assim como no D3, o Android do RAZR D1 vem bastante limpo. Estão embutidos no aparelho o QuickOffice, o launcher da Motorola, um guia das funções do aparelho e o Smart Actions, para automatizar funções do smartphone.

E claro, também está inclusa toda a suíte de aplicativos do Google: Play Store, Play Music/Filmes/Livros, Drive, Maps, YouTube, Talk/Hangouts e o Google+

O suporte a dual-SIM é bem resolvido: é possível configurar uma só operadora para fazer ligações ou mandar mensagens ou ser perguntado em cada caso.

Também se pode usar o serviço de dados nas duas linhas, mas apenas o primeiro SIM usa a rede 3G - o segundo fica restrito a EDGE e a única forma de trocar isso é mudando a posição deles na mão.

Câmera

A câmera de 5 Mp é bem simples, e com boa iluminação não decepciona. Só destaco que em fotos tiradas no escuro, qualquer lâmpada fica parecendo um holofote. A impressão é que, querendo melhorar fotos noturnas, ajustaram o sensor para captar o máximo de luz possível. Fica bem estranho.

Vale a pena?

Na faixa de preço - cerca de R$ 500 pela versão dual-chip com TV - o RAZR D1 é o Android com melhor custo benefício. Os grandes poréns são a tela e a câmera, mas o desempenho é decente (ver 1 GB de RAM num low-end é surpreendente!) e o Android é bem atual.

Fora dos Androids, o Lumia 520 custa quase o mesmo e tem hardware melhor: o processador - com a “grife” da Qualcomm - é dual-core e a tela tem resolução melhor. Mas nem todo mundo está disposto a dar uma chance ao Windows Phone…

Para quem quer um Android dual-chip que não pese muito na carteira, o D1 é uma ótima opção.

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