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Maldição do Faraó ou fenômeno físico corriqueiro?

Estátua de Deus Egípcio se move misteriosamente em museu britânico. Maldição dos Faraós ou explicação científica trivial?

24/06/2013 às 17:00

panicobusters

Como alguns chatos adoram acusar o Meio Bit de sensacionalista, resolvi chutar o pau da barraca e deixar a dúvida no título, antes de chegar ao causo em questão.

Tudo começou quando uma estátua de Osiris, Deus dos Mortos e do Pós-Vida, na religião egípcia, começou a… se mover. Não sei como eles acertam essas coisas, mas eventos tipo Nossa Senhora do Veja Multi-Uso, estátuas que choram e similares costumavam ser monopólio católico, mas talvez alegando antiguidade Osiris se manifestou.

Melhor ainda: A estátua, no Museu de Manchester, Inglaterra era reposicionada pelos funcionários, mas sempre aparecia fora de lugar. Desconfiados, e na falta de um grupo de garotos intrometidos e um cachorro idiota, os responsáveis instalaram uma câmera, para descobrir se algum guarda de segurança estava mudando a estátua de lugar, para fazer o museu passar por assombrado e comprar o prédio, demolir e construir um parque de diversões abandonado.

O vídeo, real e assustador (só que não):

A estátua não era movida durante a noite, mas girava, sozinha, durante o dia. Será energia do Goa’uld dentro dela? Mistérios de Mithra?

Talvez não.

OK, NÃO. Se você reparar, a estátua só se move quando há visitantes na sala. Vemos um exemplo clássico de transferência de energia através de vibrações, mas não no sentido esotérico da coisa. Os passos dos visitantes fazem o chão vibrar, essa vibração passa para a mesa, para os objetos nela e estes tendem a vibrar também.

Normalmente essa vibração é dissipada, mas em alguns casos o objeto oscila em simpatia (sério, o termo é esse) e as vibrações se acumulam, a ponto de superar a inércia e fazer o troço se mexer.

Um exemplo clássico envolve metrônomos, aqueles instrumentos usados por músicos para marcar o ritmo de suas músicas, antes do advento do Autotunes. O fenômeno foi descoberto em 1666, por Christian Huygens, que descobriu, pra espanto de todo mundo que dois relógios de pêndulo colocados na mesma prateleira tinham sua oscilação sincronizada, como se uma força invisível existisse interligando os dois objetos.

Veja como funciona:

A explicação não tem nada de mágico. A prateleira reage ao movimento do pêndulo, segundo as Leis de Newton. Os movimentos em sentidos opostos tendem a se anular, e os dois relógios em cabo de guerra logo chegam a um consenso.

Os funcionários do museu dizem que o fenômeno nunca havia ocorrido, e a estátua não havia sido mexida, mas é bem provável que durante limpeza alguém tenha movido a peça alguns centímetros, o suficiente para achar o ponto harmônico ideal dentro da vitrine.

Claro, o pessoal que tem medo de trovão e reza quando avião passa por turbulência não gosta desse tipo de explicação. Estranho como preferem a explicação mais complexa, por acharem que é mais simples, quando a explicação científica, essa sim é óbvia e evidente, e não requer mais que bom-senso.

O resultado é que ignoram as Leis Naturais, criando um mundo repleto de regras arbitrárias, na base do “é assim porque é assim”. Só que o Universo não liga para o que acreditamos, e se você ignorar Suas leis, o Universo é bem mais vingativo que qualquer divindade do Velho Testamento.

Que o diga a ponte da ravina de Tacoma, nos EUA. Construída ignorando o mais que conhecido fenômeno da ressonância, em 1940 um vento de meros 64 km/h induziu frequências harmônicas na estrutura, amplificando sua vibração natural. A ponte só durou 4 meses.

A Física não perdoa.

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