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Nanotecnologia - além de borgs agora produz baterias revolucionárias

20/12/2007 às 13:44

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Ao contrário dos borgs, as baterias estão muito longe da perfeição. Na verdade se você abrir uma bateria de notebook moderníssima, verá que suas células diferem estruturalmente muito pouco do primeiro modelo, criado por Alessandro Volta, em 1800. Ainda temos uma quantidade muito pequena de energia ocupando um espaço muito grande, com muita perda.

Durante um tempo houve a esperança de baterias atômicas substituirem nossas pilhas comuns, mas além de caras e de você ter chances de gerar filhos esquisitos, se esquecer o celular no bolso da calça, elas geram pouca energia por muito tempo. Excelente para marcapassos mas ruim para câmeras digitais.

De vez em quando surge a idéia de se usar células de combustível. Parte ruim: as que existem para produtos de consumo usam Metanol. Imagine a possibilidade: Ao invés de uma bateria pegando fogo, teremos uma bateria pegando fogo, explodindo e espalhando um álcool altamente venenoso pelo ambiente. Acho que por isso a bateria de NAPALM/Zyklon-B não foi pra frente.

As baterias Lítio-Iônicas de hoje são excelentes, não apresentam efeito-memória, duram bastante e se desgastam de forma graciosa, mas a demanda de energia dos dispositivos também aumentou. Meu primeiro Palm funcionava meses com duas pilhas AAA. Já o Palm III só funcionava uns 10 dias. O Palm T3 descarregava em poucas horas. O PDA Dell X51v, com WIFI ativado, mal dura duas horas. Notebooks idem. Tirando os Sony Vaio (as Leis da Termodinâmica não foram aprovadas no Japão, então eles não precisam respeitá-las) donos de notebook sofrem.

Em uma bateria Li-Ion normal, os átomos de Lítio migram do ânodo pro catodo, gerando a corrente elétrica. Quando a bateria é carregada, os átomos fazem o caminho inverso. O problema é que o substrato vai se "esfarelando", por isso a bateria perde sua capacidade de "reter carga". O substrato de Silício, embora seja bom parar reter energia, se perde bem mais rápido que o de Carbono normalmente usado.

Até agora. Yi Cui, Professor-Assistente de Engenharia de Materiais na universidade de Stanford criou uma técnica onde nanofios de Silício são usados para reter os átomos de Lítio. Com isso o "esfarelamento" é menor e a quantidade de energia armazenada aumenta em 10 vezes. O melhor: O Professor Cui avisa que o processo é completamente entendido, facilmente replicável e pode ser escalado para produção industrial.

Ele e sua equipe já entraram com um pedido de patente, agora está na dúvida entre abrir uma firma ou fazer um acordo com um fabricante de baterias.

Fonte: Slashdot e Stanford

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